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05 de novembro de 2018, 14h30

Em jogo contra a Chapecoense, Bahia homenageia mestre Moa e outros ícones do movimento negro

O time tricolor estampou nas costas de suas camisas os nomes de 20 homenageados para destacar o início do 'Novembro Negro'.

(Reprodução Instagram)
Em jogo contra a Chapecoense pelo Campeonato Brasileiro, neste domingo (4), na Arena Fonte Nova, o Bahia realizou uma ação em homenagem ao mês da Consciência Negra. O time tricolor estampou nas costas de suas camisas os nomes de 20 homenageados para destacar o início do ‘Novembro Negro’.  Entre os homenageados, estava o nome  do mestre Moa do Katendê,  líder negro que foi assassinado com 12 facadas por um eleitor do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) após o primeiro turno das eleições. “O período é dedicado à reflexão sobre a inserção do povo negro na sociedade brasileira e a data exata...

Em jogo contra a Chapecoense pelo Campeonato Brasileiro, neste domingo (4), na Arena Fonte Nova, o Bahia realizou uma ação em homenagem ao mês da Consciência Negra. O time tricolor estampou nas costas de suas camisas os nomes de 20 homenageados para destacar o início do ‘Novembro Negro’.  Entre os homenageados, estava o nome  do mestre Moa do Katendê,  líder negro que foi assassinado com 12 facadas por um eleitor do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) após o primeiro turno das eleições.

“O período é dedicado à reflexão sobre a inserção do povo negro na sociedade brasileira e a data exata 20 de novembro, foi escolhida por coincidir com a morte de Zumbi dos Palmares, em 1695″, diz nota divulgada pelo clube no sábado (3).

Ao longo de 2018, o Bahia já realizou ações em homenagem à luta dos povos indígenas (jogo contra o Atlético-PR), das pessoas com deficiência (Palmeiras) e das mães com filhos desaparecidos (São Paulo), assim como iniciativas contra intolerância religiosa, machismo e homofobia, entre outros temas.

Confira os 20 homenageados

ZUMBI (1655-1695)
Conhecido como Zumbi dos Palmares, foi um dos pioneiros da resistência contra a escravidão e o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, o maior dos quilombos do período colonial.

MILTON SANTOS (1926-2001)
Primeiro e único latino-americano a ganhar o “prêmio Nobel” da geografia mundial. Baiano, destacou-se pelos estudos sobre globalização e urbanização no Terceiro Mundo.

DANDARA (?-1694)
Guereira negra do período colonial do Brasil. Após ser presa, suicidou-se para não retornar à condição de escrava. Foi esposa de Zumbi, com quem teve três filhos.

MOA (1954-2018)
Considerado um dos maiores mestres de capoeira de Angola da Bahia, Moa do Katendê também foi fundador do bloco afoxé Badauê.

LUIZA BAIRROS (1953-2016)
Gaúcha radicada na Bahia, onde construiu seu histórico de militância negra. Doutora em Sociologia pela Universidade de Michigan, foi ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

GANGA ZUMBA (1630-1678)
Primeiro líder do Quilombo dos Palmares e antecessor de seu sobrinho, Zumbi.

MARIA FELIPA (?-1873)
Marisqueira, pescadora e trabalhadora braçal, liderou um grupo de 200 pessoas, entre mulheres e índios, contra os portugueses que atacavam a Ilha de Itaparica, em 1822. É considerada uma das heroínas da luta da Independência da Bahia.

MÃE MENININHA (1894-1986)
Mais famosa ialorixá da Bahia e uma das mais admiradas mães-de-santo do Brasil. Foi responsável por abrir as portas do Terreiro do Gantois, em Salvador, aos brancos e católicos.

LUIS GAMA (1830-1882)
Baiano, é considerado o Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil. Conquistou judicialmente a própria liberdade e passou a atuar na advocacia em prol dos negros.

BATATINHA (1924-1997)
Um dos maiores nomes do samba da Bahia, foi homenageado por artistas como Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano Veloso e Maria Bethânia.

EDERALDO GENTIL (1947-2012)
Cantor e compositor da geração mais talentosa do samba baiano, ao lado de Batatinha. Foi gravado por nomes como Clara Nunes.

NEGUINHO DO SAMBA (1954-2009)
Músico baiano, criador do estilo samba-reggae e fundador do grupo Olodum e da banda Didá, ambos com sede no Pelourinho

MESTRE BIMBA (1900-1974)
Criador da Luta Regional Baiana, mais tarde chamada de capoeira regional. Foi o responsável por tirar a capoeira da marginalidade.

LUÍSA MAHIN (Séc. XIX)
Mãe de Luis Gama e africana radicada no Brasil, liderou as principais revoltas e levantes de escravos que sacudiram a Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX.

JONATAS CONCEIÇÃO (1952-2009)
Poeta e professor da UNEB, foi um dos fundadores do Movimento Negro Unificado na Bahia. Era diretor do bloco Ilê Aiyê, onde coordenava o projeto pedagógico.

TEODORO SAMPAIO (1855-1937)
Filho de escrava, foi um dos maiores pensadores brasileiros de seu tempo. Nascido na Bahia e engenheiro por profissão, escreveu obras de vasta erudição geográfica e histórica.

BIRIBA (1938-2006)
Um dos maiores ídolos da história tricolor, campeão brasileiro de 1959.  Nascido no bairro de Itapuã, preferia jogar na ponta direita, mas aceitou mudar de lado para formar dupla infernal com Marito, outro expoente do Esquadrão.

CARLITO (1927-1980)
Maior artilheiro do Bahia em todos os tempos, com 253 gols em 13 anos de clube, de 1946 a 59. É também o maior goleada tricolor na história dos Ba-Vis, com 21 tentos marcados.

MANOEL QUERINO (1851-1923)
Fundador do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e da Escola de Belas Artes, foi pintor, escritor, abolicionista e pioneiro nos registros antropológicos e na valorização da cultura africana na Bahia.

EDISON CARNEIRO (1912-1972)
Escritor nascido em Salvador, foi também um dos maiores etnólogos brasileiros a estudar a cultura afro-brasileira. Jornalista, professor e folclorista, é autor da obra “Quilombo dos Palmares”

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