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15 de novembro de 2018, 08h20

Em momento tenso de depoimento, Lula chama Moro de “amigo de Youssef”

“Eu não sei por que cargas d'água, no caso Petrobras, houve essa questão de jogar suspeita sobre indicações de pessoas. É triste, mas é assim. Possivelmente, por conta de que o delator principal é o Youssef, que era amigo do Moro desde o caso do Banestado”, disse o ex-presidente

Foto: Reprodução Em um dos momentos mais tensos do interrogatório do ex-presidente Lula, na tarde desta quarta-feira (14), em Curitiba, ele acusou o juiz Sérgio Moro de ser amigo do doleiro Alberto Youssef. A afirmação não foi bem recebida pela juíza Gabriela Hardt. O fato ocorreu quando seu advogado, Cristiano Zanin, questionou sobre como eram realizadas as indicações para a diretoria da Petrobras, de acordo com informações de Bernardo Barbosa e Guilherme Mazieiro, do UOL. “Eu não sei por que cargas d’água, no caso Petrobras, houve essa questão de jogar suspeita sobre indicações de pessoas. É triste, mas é assim....

Foto: Reprodução

Em um dos momentos mais tensos do interrogatório do ex-presidente Lula, na tarde desta quarta-feira (14), em Curitiba, ele acusou o juiz Sérgio Moro de ser amigo do doleiro Alberto Youssef. A afirmação não foi bem recebida pela juíza Gabriela Hardt. O fato ocorreu quando seu advogado, Cristiano Zanin, questionou sobre como eram realizadas as indicações para a diretoria da Petrobras, de acordo com informações de Bernardo Barbosa e Guilherme Mazieiro, do UOL.

“Eu não sei por que cargas d’água, no caso Petrobras, houve essa questão de jogar suspeita sobre indicações de pessoas. É triste, mas é assim. Possivelmente, por conta de que o delator principal é o (Alberto) Youssef, que era amigo do Moro desde o caso do Banestado (Banco do Estado do Paraná). É isso, lamentavelmente é isso”, destacou.

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O doleiro foi um dos primeiros delatores da Lava Jato, em 2014, e teve seu acordo homologado por Sérgio Moro. Uma década antes, o juiz também homologou o acordo de delação de Youssef por sua colaboração com as investigações do escândalo do Banestado (o escândalo do Banestado envolveu remessas ilegais de divisas, pelo sistema financeiro público brasileiro, para o exterior, na segunda metade da década de 1990).

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Após as declarações de Lula, a juíza rebateu se dirigindo a Zanin: “Doutor, por favor. Ele não vai fazer acusações sobre meu colega aqui”, disse. Lula respondeu que não estava fazendo acusações, mas “constatando um fato”. “Não é um fato, porque o Moro não é amigo do Youssef e nunca foi”, rebateu Gabriela. “Mas manteve ele (Youssef) sob vigilância oito anos”, continuou Lula, em um dos muitos momentos de bate-boca entre os dois.

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