18 de janeiro de 2019, 07h31

Em nota oficial, Itamaraty acusa governo venezuelano de Nicolás Maduro de “narcotráfico” e “tráfico de pessoas”

Linguagem nunca foi usada na diplomacia brasileira. Alinhado à postura intervencionista dos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que a “solução” para a crise na Venezuela virá “em breve”.

Jair Bolsonaro e Nicolás Maduro (Agência Brasil/Montagem)
Em uma linguagem nunca usada na diplomacia brasileira, o Itamaraty divulgou nota na noite desta quinta-feira (17) sobre a reunião do ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo com opositores do governo venezuelano em que faz acusações ao presidente do país, Nicolás Maduro. “O sistema chefiado por Nicolás Maduro constitui um mecanismo de crime organizado. Está baseado na corrupção generalizada, no narcotráfico, no tráfico de pessoas, na lavagem de dinheiro e no terrorismo”, diz a nota, publicada às 20h01 no site oficial do Ministério das Relações Exteriores. Fórum terá um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar...

Em uma linguagem nunca usada na diplomacia brasileira, o Itamaraty divulgou nota na noite desta quinta-feira (17) sobre a reunião do ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo com opositores do governo venezuelano em que faz acusações ao presidente do país, Nicolás Maduro.

“O sistema chefiado por Nicolás Maduro constitui um mecanismo de crime organizado. Está baseado na corrupção generalizada, no narcotráfico, no tráfico de pessoas, na lavagem de dinheiro e no terrorismo”, diz a nota, publicada às 20h01 no site oficial do Ministério das Relações Exteriores.

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O texto diz ainda que o governo Jair Bolsonaro (PSL) terá “papel-chave na mudança do cenário venezuelano”. “O Brasil tudo fará para ajudar o povo venezuelano a voltar a viver em liberdade e a superar a catástrofe humanitária que hoje atravessa”.

O encontro com os líderes da direita venezuelana aconteceu um dia depois da visita do presidente da Argentina, Mauricio Macri, a Jair Bolsonaro (PSL). Em discurso, Macri criticou duramente Maduro e deu sinais de uma intervenção no país vizinho.

Alinhado à postura intervencionista dos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que a “solução” para a crise na Venezuela virá “em breve”.

Ele recebeu em Brasília o presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela em exílio, Miguel Ángel Martins, e o assessor de Assuntos Institucionais da Organização dos Estados Americanos (OEA), Gustavo Cinose, e disse que vai atuar para levar de volta a “democracia” ao país vizinho.

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Na reunião, teria sido discutida uma suposta ofensiva internacional para derrubar o atual governo venezuelano.

Leia a íntegra da nota

Reunião com forças políticas democráticas venezuelanas

O Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo realizou hoje reunião com as principais forças políticas democráticas venezuelanas. O encontro incluiu sessão que contou também com a presença de representantes de países do Grupo de Lima e dos EUA.

O Ministro reuniu-se separadamente com o Presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela e outros Magistrados do mesmo Tribunal, bem como com representante do Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A reunião teve por objetivo analisar a situação na Venezuela decorrente da ilegitimidade do exercício da presidência por Nicolás Maduro e da manifestação do Presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, de sua disposição de assumir a Presidência da Venezuela interinamente, seguindo a Constituição venezuelana. Teve igualmente por objetivo discutir ideias de ação concreta para restabelecer a democracia na Venezuela.

O papel-chave do Brasil, sob a liderança do Presidente Bolsonaro, na mudança do cenário venezuelano, onde pela primeira vez em muitos anos ressurge a esperança da democracia, foi reconhecido por todos os líderes venezuelanos.

De acordo com as lideranças venezuelanas, hoje na Venezuela 300.000 pessoas correm o risco de morrer de fome. Mais de 11.000 recém-nascidos perdem a vida anualmente por falta de atendimento primário pós-natal. O déficit de medicamentos é de 85%. Os líderes venezuelanos enfatizaram que se trata de um genocídio silencioso, perpetrado pela ditadura de Maduro contra seu próprio povo.

O sistema chefiado por Nicolás Maduro constitui um mecanismo de crime organizado. Está baseado na corrupção generalizada, no narcotráfico, no tráfico de pessoas, na lavagem de dinheiro e no terrorismo.

O Brasil tudo fará para ajudar o povo venezuelano a voltar a viver em liberdade e a superar a catástrofe humanitária que hoje atravessa.

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