13 de novembro de 2018, 17h40

Em novo recuo, Bolsonaro agora diz que Trabalho manterá status de ministério

“Vai continuar com status de ministério, não vai ser secretaria não. Vai ser ministério 'disso', 'disso', 'disso' e Trabalho”, afirmou o militar

Foto: Reprodução/TV Cultura

Jair Bolsonaro recuou novamente, o que já tem se tornado frequente antes mesmo de assumir a presidência. Agora, afirmou que o Ministério do Trabalho, cuja extinção havia sido confirmada por ele, não será mais incorporado e continuará como ministério.

“Vai continuar com status de ministério, não vai ser secretaria não”, disse, em breve entrevista na saída de visita Superior Tribunal Militar (STM), nesta terça-feira (13), em Brasília. “Vai ser ministério ‘disso’, ‘disso’, ‘disso’ e Trabalho”, explicou. Questionado se haveria uma fusão, declarou: “Tanto faz. É igual Ministério da Indústria e Comércio. O que vale é o status”, acrescentou.

O militar afirmou que vai participar de uma audiência com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e tentou minimizar o mal-estar que teve com ambos. Garantiu que ocorreu um “mal-entendido”.

Bolsonaro visa reduzir um desconforto no Congresso, depois que Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, declarou que era necessário dar uma “prensa” nos parlamentares para aprovar a reforma da Previdência ainda em 2018.

Bolsonaro também disse que deve divulgar o nome do futuro ministro do Meio Ambiente nesta quarta-feira (14). Revelou que há dois nomes em análise e que pode surgir um terceiro. “É preciso alguém que tenha vontade e iniciativa para mudar muita coisa ou alguma coisa de modo que destrave a questão ambiental. A questão de licenças ambientais tem atrapalhado muito o desenvolvimento do Brasil”, destacou.

Com informações da Reuters e UOL

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