09 de outubro de 2018, 18h54

Em reunião fechada entre tucanos, Alckmin sugere que Doria é traidor e covarde

O ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo do estado deseja tomar o controle do PSDB e, para isso, pretende tirar Geraldo Alckmin do comando nacional do partido

Foto: Alexandre Carvalho/A2IMG/Fotos Públicas

A crise se institucionalizou entre os tucanos. Durante uma reunião fechada com integrante das Executiva do PSDB, nesta terça-feira (99), em Brasília, Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à presidência da República, não se conteve e resolveu tirar a limpo uma antiga diferença com João Doria. De acordo com reportagem de Thais Bilenky, Daniela Lima e Thais Arbex, da Folha de S.Paulo, três fontes diferentes que estavam presentes, disseram que Alckmin interrompeu Doria e disse que não era um traidor e covarde.

No segundo turno do governo paulista, contra Márcio França (PSB), Doria se mantém em uma luta interna para tirar Alckmin do comando nacional do PSDB. O ex-prefeito deseja tomar o controle do partido, aproveitando-se da derrota de Alckmin na eleição presidencial.

No domingo, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, aliado de Doria, defendeu que Alckmin saia da presidência do PSDB. O diretório municipal expulsou Saulo de Castro, aliado de Alckmin, e Alberto Goldman, próximo a José Serra. A executiva nacional desautorizou.