16 de abril de 2014, 17h06

Em São Paulo, áreas de estacionamento poderão receber parklets

Plataformas instaladas em espaços antes ocupados por carros transformam-se em áreas de convivência

Plataformas instaladas em espaços antes ocupados por carros transformam-se em áreas de convivência

A cidade de São Paulo terá áreas que hoje são destinadas a estacionamentos de carros transformadas em espaços de convivência. É uma tentativa de tornar ruas e bairros mais humanos e devolver as vias públicas aos pedestres.

Nesta quarta (16), o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, assinou o decreto que regulamenta a criação dos ‘parklets’ em São Paulo. O termo foi criado em São Francisco (EUA) e hoje é utilizado em várias cidades norte-americanas.

Os parklets ocupam espaço de dois ou três carros e, com o novo uso, de acordo com a prefeitura, podem receber bancos, floreiras, mesas, cadeiras, guarda-sóis, aparelhos de exercícios físicos, paraciclos ou outros elementos de mobiliário, sempre com a função de recreação ou de manifestações artísticas.

Os espaços ocupam lugar de dois carros

Os espaços ocupam lugar de dois carros

A assinatura da regulamentação, em São Paulo, ocorreu no primeiro parklet instalado na cidade, na rua Padre João Manuel, nos Jardins. Segundo Haddad, a ideia é que os parklets se multipliquem. “Qualquer calçada que respeite os termos do decreto pode ser estendida. A pessoa pode ser comerciante, um lojista, pode ter um restaurante e eventualmente a própria comunidade pode ter interesse em manter o parklet”, disse Haddad. “A manutenção é privada e a fruição é pública, ou seja, você não pode privatizar o espaço, você não pode reservar o espaço para o seu uso pessoal. Ele é um espaço público, é uma extensão do calçamento”, afirmou.

Para instalar um parklet, a solicitação deverá ser feita à subprefeitura competente, junto a um termo de compromisso de instalação, manutenção e remoção do parklet. Isso vale para pessoas físicas ou jurídicas. “Caberá também à subprefeitura averiguar a conveniência do pedido e publicar edital destinado a dar conhecimento público do mesmo”, informa a subprefeitura.

A ideia foi trazida pelo Instituto Mobilidade Verde, que tinha como objetivo criar as Zonas Verdes como um contraponto às Zonas Azuis, que são pagas e destinadas a estacionamento de veículos.

Foto capa: Parklet instalado na Rua Padre João Manuel, em São Paulo  (Crédito: Fábio Arantes / Secom)