01 de dezembro de 2018, 14h04

Em São Paulo, Sarau da Cooperifa celebra 30 anos de carreira do poeta Sérgio Vaz

 Poeta é cofundador do sarau que recebe cerca de 200 pessoas no Jardim Guarujá (zona sul de SP) às terça-feiras

(Foto: Divulgação)

Escritores, amigos e admiradores do poeta Sérgio Vaz celebram, no dia 11 de dezembro, no sarau da Cooperifa, os 30 anos da carreira do poeta. Sérgio Vaz é um  grande incentivador da literatura na periferia  é autor de oito livros: “Subindo a ladeira mora a noite” (1992), escrito com Adrianne Muciolo, “A margem do vento” (1995), “Pensamentos vadios” (1999, “A poesia dos deuses inferiores” (2004), “Colecionador de pedras” (2006), “Cooperifa – Antropofagia Periférica” (2008), “Literatura Pão e Poesia” (2011) e “Flores de alvenaria” (2016).

Ainda em dezembro, o poeta receberá mais uma homenagem: o prêmio Santo Dias de Direitos Humanos, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que será entregue para Sérgio Vaz pelo reconhecimento da importância de sua trajetória e obra.

Vaz fundou a Cooperifa em 2001, em Taboão da Serra (Grande São Paulo), e hoje recebe cerca de 200 pessoas no bar do Zé Batidão, no Jardim Guarujá (zona sul de São Paulo) às terça-feiras, às 20h45, sempre apinhado de gente.

Na Cooperifa, ele e outros poetas declamam suas poesias. O movimento que criou se espalhou pela cidade e influenciou dezenas de outros saraus que começaram a surgir e a ocupar bares e espaços públicos onde trabalhadores de todas as quebradas se encontram para declamar poesia.

Na sequência, vieram o “Cinema na Laje”, o “Café Literário”, o “Poesia no ar”. Recentemente, ele circula nas escolas públicas das periferias do país com o projeto “Poesia contra a violência”, debatendo cultura e cidadania com adolescentes.