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22 de agosto de 2018, 11h55

Em três meses, Lula ganhou 30% em intenção de votos

Ao analisarmos as pesquisas feitas desde o início da corrida eleitoral, todos os candidatos patinam e só Lula mostra crescimento consistente. Uma hipótese para explicar o fenômeno, além da crise causada pelo governo Temer, é a recuperação da popularidade do PT

O Datafolha divulgou nova pesquisa de intenção de voto para a corrida presidencial de 2018. É a terceira pesquisa divulgada nesta semana – as outras duas sondagens foram da CNT e do Ibope. Nos três levantamentos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com pelo menos 37% das intenções de voto – caso da CNT e do Ibope. No Datafolha, divulgado nesta quarta-feira (22), Lula aparece com 39% das intenções de voto. Há quase três meses, no início de junho, no mesmo Datafolha, Lula marcava 30% das intenções de voto. O histórico “piso do PT” não foi limite para...

O Datafolha divulgou nova pesquisa de intenção de voto para a corrida presidencial de 2018. É a terceira pesquisa divulgada nesta semana – as outras duas sondagens foram da CNT e do Ibope. Nos três levantamentos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com pelo menos 37% das intenções de voto – caso da CNT e do Ibope. No Datafolha, divulgado nesta quarta-feira (22), Lula aparece com 39% das intenções de voto.

Há quase três meses, no início de junho, no mesmo Datafolha, Lula marcava 30% das intenções de voto. O histórico “piso do PT” não foi limite para Lula, que ganhou outros 9 pontos percentuais desde o início do bloqueio judicial a que vem sido submetido e que culminou com sua prisão em 7 de abril. nesse período, as intenções de voto em Lula cresceram 30%.

No caso de Jair Bolsonaro, o candidato do PSL tinha 19% em junho e mantém o mesmo percentual de intenção de votos no Datafolha divulgado nesta quarta-feira. Na pesquisa CNT/MDA, o ex-capitão do Exército marca 18,8% – ou seja, Bolsonaro parece ter um teto na casa dos 20%.

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A ex-senadora Marina Silva (Rede) mostra tendência de queda no período entre junho e agosto de 2018. No Datafolha de 3 meses atrás, Marina pontuava 10% na pesquisa do jornal Folha de S. Paulo. Na pesquisa CNT/MDA, ela apresenta 6% e no Datafolha divulgado esta semana, ela tem 8% das intenções de voto – um cenário de estabilidade, mas com viés de queda.

Para o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o cenário é ainda mais preocupante. Ex-incumbente da cadeira de governador do maior estado do país, o tucano não tem grandes realizações a mostrar e tem seu potencial eleitoral restrito a São Paulo. Em junho, Alckmin marcava 6% do Datafolha – o percentual se repete nas sondagens de agosto do Datafolha e da CNT/MDA.

No caso do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), o cenário é bastante parecido com os casos de Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin. A despeito do início da movimentação eleitoral, Ciro Gomes mantém o mesmo patamar de intenções de voto. Ele tinha 6% no Datafolha em junho e mostrava 4% na pesquisa CNT/MDA desta semana. No Datafolha divulgado agora em agosto, 5%.

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Em resumo, ao analisarmos as pesquisas feitas desde o início da corrida eleitoral, todos os candidatos patinam e só Lula mostra crescimento consistente. Uma hipótese para explicar o fenômeno, além da crise causada pelo governo Temer, é a recuperação da popularidade do PT. Segundo o Ibope, 29% dos brasileiros tem preferência pelo partido – no auge das manifestações pelo impeachment, esse percentual era de 8%.

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