29 de junho de 2018, 14h28

Em vídeo, Manuela D’Ávila agradece solidariedade e pede reflexão sobre “Roda Viva”

“Para mim, o novo não é o que eu fui submetida, mas, sim, a reação de vocês. O novo é que as mulheres impuseram uma força, construíram um movimento de sororidade, de resistência, porque todas viraram eu”, afirma pré-candidata do PCdoB

Manuela no Roda Viva. Foto: Reprodução

Manuela D’Ávila, pré-candidata à presidência pelo PCdoB, postou um vídeo no Facebook, com o objetivo de agradecer as centenas de manifestações de solidariedade que recebeu, depois de sua participação no programa “Rida Viva’’, veiculado pela TV Cultural, na última segunda-feira (25). Na oportunidade, ela foi extremamente desrespeitada pelos entrevistadores.

“O que eu acho mais importante de tudo que está acontecendo é a reflexão sobre o que tem de novo nisso. Eu pensei muito nesses últimos dias, cheguei em Porto Alegre na terça, pela manhã e me dei conta de algo muito legal. Esta é minha sétima eleição, tenho mandato há 14 anos, há 20 anos sou militante do movimento social e, nós mulheres, sabemos que isso que aconteceu faz parte de nossa rotina. A gente naturaliza a violência política que sofre e quando vê os números, observa quanto grandiosa ela é, quando ela marca nossa trajetória”, disse.

Manuela destacou o que percebeu de novo nesse processo. “Para mim, o novo não é o que eu fui submetida, mas, sim, a reação de vocês. O novo é que as mulheres impuseram uma força, construíram um movimento de sororidade, de resistência, porque todas viraram eu. Diferente de outras vezes que eu sofri isso, cada uma e muitos de vocês, homens, se colocaram no meu lugar e criaram um movimento que não sei se cada um, individualmente, tem noção da dimensão, da força, do quão renovador ele é. Isso me dá a certeza que podemos transformar e ocupar o poder”, agradeceu.

 

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