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16 de abril de 2015, 17h24

Emílio Surita, do Pânico, desmoraliza Rachel Sheherazade

Apresentadora do SBT disse pérolas como a de que os adolescentes no Brasil têm acesso as mesmas informações que os da Noruega para justificar redução da maioridade penal

Apresentadora do SBT disse pérolas, como a de que os adolescentes no Brasil têm acesso as mesmas informações que os da Noruega, para justificar redução da maioridade penal Por Redação Na edição de ontem (15) do programa Pânico, veiculado pela rádio Jovem Pan, o apresentador Emílio Surita rebateu as ideias retrógradas da jornalista Rachel Sheherazade, convidada do dia. A entrevista viralizou nas redes sociais e Sheherazade virou motivo de chacota. Entre suas pérolas ela comparou o jovem do Brasil ao da Noruega para justificar sua defesa à redução da maioridade penal. “Por que o adolescente da Noruega têm mais maturidade...

Apresentadora do SBT disse pérolas, como a de que os adolescentes no Brasil têm acesso as mesmas informações que os da Noruega, para justificar redução da maioridade penal

Por Redação

Na edição de ontem (15) do programa Pânico, veiculado pela rádio Jovem Pan, o apresentador Emílio Surita rebateu as ideias retrógradas da jornalista Rachel Sheherazade, convidada do dia. A entrevista viralizou nas redes sociais e Sheherazade virou motivo de chacota. Entre suas pérolas ela comparou o jovem do Brasil ao da Noruega para justificar sua defesa à redução da maioridade penal. “Por que o adolescente da Noruega têm mais maturidade que o adolescente do Brasil?… O adolescente no Brasil tem acesso as mesmas informações que o da Noruega.”

Surita questionou se isso de fato atenuaria o problema da violência no Brasil. “O Brasil é o terceiro país [em termos] de presos no mundo. Se a gente não tem cadeia para os caras de 18 anos, imagina quanto dinheiro precisará para você ter mais dois anos desses ‘bandidinhos’, igual falam. Então, é uma questão financeira”, defendeu. “Ele [o menor] não tem escola. Nem esgoto ele tem (…) Se estivéssemos na Dinamarca, na Suécia, na Alemanha, Noruega… Beleza, vamos discutir maioridade penal. Aqui, é preciso [até] botar esgoto.” “Não podemos voltar ao código de Hamurabi”, disse Surita.

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Ignorando os recortes sociais e raciais que envolve a discussão, Sheherazade afirmou que tudo não passa, na verdade, de uma “questão de lívre-arbítrio”. “Você pode optar pelo bem ou mal. Joaquim Barbosa é um pobre bem sucedido por ter escolhido o caminho certo”, assinalou. “Mais ou menos”, lembrou o apresentador. “Você usa esse argumento da meritocracia porque você é bem sucedida, é jornalista. O Carioca [integrante do Pânico que participava do programa] também saiu da favela (…) hoje ele chegou aqui. Aí fala ‘eu pago meus impostos’. Se ele ficar doente, sofrer um acidente e ficar tetraplégico, quem vai cuidar dele? Esse Estado que vocês querem não vai. Esse aí não vai cuidar, sabe por quê? Porque é meritocracia, só ganha ‘winner’, você é ‘winner’, você é o Joaquim Barbosa, se você é pobre, você vai para a cadeia”, pontuou.

Mudando de assunto, a jornalista reclamou da queda de acessos à sua página no Facebook, que tem mais de 1,5 milhão de curtidas, e questionou se isso não estava relacionado com o encontro entre a presidente Dilma Rousseff e o fundador da rede social, Mark Zuckerberg na semana passada no Panamá.

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