Segunda Tela

28 de abril de 2016, 12h00

Emocionado, Jô critica ataques a José de Abreu e Chico Buarque

O apresentador Jô Soares comentou ontem (27) à noite, em seu programa, sobre os ataques que o ator José de Abreu e o cantor Chico Buarque receberam por defender suas posições políticas, a favor do governo de Dilma Rousseff. Emocionado, Jô, que já teve a rua em frente a seu apartamento pichada com ameaças de morte – criticou o clima de intolerância no país.

“Esse episódio que aconteceu com o José de Abreu é constrangedor. Um cidadão não pode sair com sua mulher para jantar que é obrigado a ouvir insultos terríveis. Disseram horrores sobre a mulher dele. A reação dele foi levantar e dar uma cusparada no casal, que também é uma reação movida por um ‘não aguentar mais’”, afirmou.

“O Chico Buarque não pode sair de casa sem ser agredido ou ofendido. O Chico é um patrimônio deste país. Eu fico comovido e com vergonha. Feliz o país que tem um Chico Buarque. Um cara que deveria ser reverenciado, mas ao invés disso sai de casa com os amigos e é agredido de uma forma mesquinha”, completou.

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Ele ainda fez questão de esclarecer sobre a polêmica Lei Rouanet, criada em 1991 como forma de incentivo à cultura. Jô disse que é “maldade” e “ignorância” afirmar que esses e outros artistas apoiam o governo com o objetivo de receber verbas para seus projetos por meio da medida. Ao falar sobre o assunto, o apresentador lembrou que muitos críticos à Lei sequer entendem como ela funciona.

Assista a seguir.

Foto de capa: Divulgação

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