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09 de outubro de 2018, 08h30

Empresa cria games onde um ‘bolsomito’ ganha pontos ao matar gays e feministas

Os trailers mostram o personagem inspirado no candidato agredindo a socos seus rivais, que vão de petistas a políticos com viés de esquerda

Foto: Reprodução/Steam
A B2 Studios, desenvolvedora de games, criou um jogo onde o usuário se coloca na pele do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e ganha pontos ao matar gays, feministas e integrantes de movimentos sem-terra. Intitulado ‘Bolsomito 2k18’, o jogo descreve os alvos como “inimigos”. Start-up desenvolve jogo em que personagem “Bolsomito” ganha pontos ao matar gays, feministas e outras minorias https://t.co/mS7RxiN8s9 pic.twitter.com/q99QxRgmDL — Correio Braziliense (@correio) 9 de outubro de 2018 “Esteja preparado para enfrentar os mais diferentes tipos de inimigos que pretendem instaurar uma ditadura ideológica criminosa no país”, diz a descrição do jogo que está disponível na plataforma Steam....

A B2 Studios, desenvolvedora de games, criou um jogo onde o usuário se coloca na pele do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e ganha pontos ao matar gays, feministas e integrantes de movimentos sem-terra. Intitulado ‘Bolsomito 2k18’, o jogo descreve os alvos como “inimigos”.

“Esteja preparado para enfrentar os mais diferentes tipos de inimigos que pretendem instaurar uma ditadura ideológica criminosa no país”, diz a descrição do jogo que está disponível na plataforma Steam.

O objetivo final do jogo é derrotar “os males do comunismo”, como os próprios desenvolvedores definem. Os trailers mostram o personagem inspirado no candidato agredindo a socos seus rivais, que vão de petistas a políticos com viés de esquerda. Além de ganhar pontos, os alvos do “Bolsomito”, como é identificado o personagem do jogo, viram um emoji de fezes.

“Seu objetivo principal é acabar com os líderes do temido exército vermelho, responsável por alienar e doutrinar grande parte da nação, para que defendam e lutem por suas causas terríveis”, continua a descrição da produção brasileira.

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O Correio Braziliense entrou em contato com a desenvolvedora responsável pela criação do jogo, mas a empresa não quis se pronunciar.

Com informações do Correio Braziliense

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