12 de janeiro de 2016, 17h00

Empresários investigados na Lava Jato denunciam ameaças de operador de Cunha

Em depoimento, os irmãos Milton e Salim Schahin disseram que foram ameaçados de morte por Lúcio Bolonha Funaro, apontado como o “operador" do presidente da Câmara dos Deputados. As denúncias foram registradas em boletins de ocorrência entregues aos investigadores.

Em depoimento, os irmãos Milton e Salim Schahin disseram que foram ameaçados de morte por Lúcio Bolonha Funaro, apontado como o “operador” do presidente da Câmara dos Deputados. As denúncias foram registradas em boletins de ocorrência entregues aos investigadores Por Redação* Lúcio Bolonha Funaro (Foto: José Cruz) Os irmãos Milton e Salim Schahin, empresários investigados pela Operação Lava Jato, afirmaram a procuradores, em depoimento, que foram ameaçados de morte por Lúcio Bolonha Funaro, apontado como o “operador” do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As denúncias foram registradas em boletins de ocorrência entregues aos investigadores. De acordo com Salim, as ameaças...

Em depoimento, os irmãos Milton e Salim Schahin disseram que foram ameaçados de morte por Lúcio Bolonha Funaro, apontado como o “operador” do presidente da Câmara dos Deputados. As denúncias foram registradas em boletins de ocorrência entregues aos investigadores

Por Redação*

lucio - josé cruz

Lúcio Bolonha Funaro (Foto: José Cruz)

Os irmãos Milton e Salim Schahin, empresários investigados pela Operação Lava Jato, afirmaram a procuradores, em depoimento, que foram ameaçados de morte por Lúcio Bolonha Funaro, apontado como o “operador” do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As denúncias foram registradas em boletins de ocorrência entregues aos investigadores.

De acordo com Salim, as ameaças eram feitas por telefone ou mensagens. Ele firmou acordo de delação e admitiu participação no esquema de desvios de recursos da Petrobras. Funaro, por sua vez, era quem lavava o dinheiro dos negócios ilícitos de Cunha, segundo o Ministério Público.

A transcrição dos relatos de Salim sobre o caso dá detalhes de como ele estaria sendo pressionado. “Funaro certa vez ligou para o depoente, dizendo que sabia onde o filho do depoente morava e onde o neto estudava […]. Que escutou da própria boca dele que iria arrebentar o carro do […] depoente e coisas do gênero”, revela.

No entanto, mesmo com os indícios de que a empresa dos irmãos Schahin foi vítima de coação, o fato não irá livrá-la da responsabilidade pelos crimes que praticou, conforme documento assinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e ressaltado pelos procuradores.

* Com informações da Folha de S. Paulo