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22 de março de 2019, 22h10

Enquanto todos perdem, salário de general sobe 33% com gratificações no governo Bolsonaro

Remunerações de generais do Exército, almirantes da Marinha e tenentes-brigadeiros, que hoje atingem R$ 22.631,28 com gratificações, subirão para R$ 30.175,04, em caso de aprovação no Congresso

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Enquanto o governo Bolsonaro usa todos os expedientes para conseguir aprovar a reforma da Previdência, o que vai provocar perdas imensas para a população, uma categoria não tem do que reclamar do projeto de reestruturação das carreiras enviado ao Congresso, em caso de aprovação. Os salários de generais do Exército, almirantes da Marinha e tenentes-brigadeiros, que hoje atingem R$ 22.631,28 com gratificações, subirão para R$ 30.175,04, caso o projeto seja aprovado. O aumento chega a 33,33%. Da forma como é hoje, generais, almirantes e tenentes brigadeiros recebem 30% de adicional de habilitação, 10% de gratificação de representação e 28% de...

Enquanto o governo Bolsonaro usa todos os expedientes para conseguir aprovar a reforma da Previdência, o que vai provocar perdas imensas para a população, uma categoria não tem do que reclamar do projeto de reestruturação das carreiras enviado ao Congresso, em caso de aprovação.

Os salários de generais do Exército, almirantes da Marinha e tenentes-brigadeiros, que hoje atingem R$ 22.631,28 com gratificações, subirão para R$ 30.175,04, caso o projeto seja aprovado. O aumento chega a 33,33%.

Da forma como é hoje, generais, almirantes e tenentes brigadeiros recebem 30% de adicional de habilitação, 10% de gratificação de representação e 28% de adicional por tempo de serviço. Somando tudo, a remuneração alcança R$ 22.631,28.

Meritocracia

Apesar da distorção, Eduardo Garrido, general de divisão e assessor especial do ministro da Defesa, Fernando Azevedo de Silva, declarou que não se trata de uma iniciativa para aumento salarial.

“Nossa última reestruturação foi em 2001. Sabemos o que é sacrifício. Queremos valorizar a meritocracia e a experiência”, afirmou, esquecendo que os militares tiveram reajuste médio de 25,5% durante o governo de Michel Temer.

O Ministério da Defesa, por sua vez, disse: “A proposta adequa os adicionais e gratificações, de modo não linear, promovendo a valorização da meritocracia, principalmente, da disponibilidade permanente e dedicação exclusiva, exigidas dos membros das Forças Armadas de acordo com a Constituição”.

Com informações do UOL

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