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09 de Abril de 2014, 16h00

Entidades pedem retirada do ar de comerciais do Conar

Campanha ridiculariza as demandas dos cidadãos e dissemina informações incorretas sobre a defesa do consumidor Por Redação Diversas organizações civis, que representam as mais diversas causas, protocolaram na sexta-feira (4) carta em que manifestam indignação por campanha veiculada pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) e pedem a retirada dos comerciais do ar. Conforme entendimento […]

Campanha ridiculariza as demandas dos cidadãos e dissemina informações incorretas sobre a defesa do consumidor

Por Redação

Diversas organizações civis, que representam as mais diversas causas, protocolaram na sexta-feira (4) carta em que manifestam indignação por campanha veiculada pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) e pedem a retirada dos comerciais do ar. Conforme entendimento das entidades, a campanha não trata com seriedade as demandas de alguns grupos sociais. Os vídeos “palhaço” e “feijoada” são abusivos por disseminar informações incorretas, ridicularizar e desqualificar as reclamações dos consumidores.

Os signatários esperam que o órgão reconheça seu equívoco e sinalize uma possibilidade de diálogo com a sociedade. As entidades encaminharam o documento ao Conselho de Ética do Conar para que ele “cumpra com o seu papel de atuar de maneira atenta às demandas do cidadão, com eficiência e respeito”.

Em trecho da carta, as organizações enfatizam que o Conar intitula-se, nessas propagandas, como o responsável por coibir abusos na publicidade, quando, na verdade, esse poder é bastante restrito. A associação civil, formada por empresários e representantes de agências de publicidade, pode apenas recomendar alterações ou suspensões de campanhas que ainda estiverem no ar.

Segundo as entidades, cabe ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor impor sanções mais efetivas quando há o desrespeito ao consumidor, com a aplicação de multas ou a determinação de uma contrapropaganda, por exemplo. Os vídeos omitem ainda que a publicidade é regulada por lei, o Código de Defesa do Consumidor (CDC),  junto com a Constituição Federal.

Conforme o artigo 37, § 2° do CDC, “é abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança”.

Confira os comerciais veiculados na TV:

Filme “Feijoada”

Filme “Palhaço”

(Crédito da foto da capa: Reprodução)


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