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12 de abril de 2018, 20h04

Entre amigos: Procurador que livrou Alckmin da Lava Jato é primo de aliado do tucano

Luciano Mariz Maia, o vice-procurador-geral da República que solicitou ao STJ que as investigações sobre uma propina de R$10 milhões a Alckmin fossem transferidas para a Justiça Eleitoral de São Paulo, é primo de Agripino Maia, velho aliado do tucano

Foto: Agência Brasil
A blindagem que o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu nesta quinta-feira (12), começa a fazer ainda mais sentido com a informação divulgada há pouco pelo jornalista Bernardo Mello Franco: o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, responsável por solicitar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que transferisse as investigações contra Alckmin para a Justiça Eleitoral de São Paulo, é primo do senador José Agripino Maia (DEM-.RN). Maia é um velho aliado político de Alckmin. Ele foi, inclusive, cogitado para ser vice na chapa do tucano na corrida presidencial de 2006. Inicialmente, os onze...

A blindagem que o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu nesta quinta-feira (12), começa a fazer ainda mais sentido com a informação divulgada há pouco pelo jornalista Bernardo Mello Franco: o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, responsável por solicitar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que transferisse as investigações contra Alckmin para a Justiça Eleitoral de São Paulo, é primo do senador José Agripino Maia (DEM-.RN).

Maia é um velho aliado político de Alckmin. Ele foi, inclusive, cogitado para ser vice na chapa do tucano na corrida presidencial de 2006.

Inicialmente, os onze procuradores da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo haviam solicitado que os casos envolvendo Alckmin fossem enviados a eles. Mas o vice-procurador-geral da República, junto ao STJ, decidiu que as investigações tinham caráter eleitoral. A decisão que atendeu ao pedido do vice-procurador foi da ministra do STJ Nancy Andrighi, a relatora do caso na corte.

Sem foro privilegiado após deixar o governo de São Paulo para se candidatar à presidência, portanto, Alckmin não terá que enfrentar a mesma Lava Jato que prendeu Lula no último sábado (7). O tucano é alvo de um inquérito que investiga uma suposta propina de R$10 milhões que teria recebido da Odebrecht.

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