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16 de julho de 2013, 08h58

Espanha pede desculpas a Evo Morales por vasculhar seu avião

Embaixador espanhol reconheceu que "o procedimento não era apropriado”

Embaixador espanhol reconheceu que “o procedimento não era apropriado”

Por Redação

Espanha se retratou com presidente boliviano (Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Ontem (15), o governo espanhol pediu desculpas por ter participado do processo que levou o avião do presidente boliviano Evo Morales a ser vasculhado em função de uma busca ao ex-funcionário da CIA Edward Snowden. O incidente ocorreu no dia 2 de julho. Além da Espanha, Itália, França e Portugal também teriam restringido o espaço aéreo ao avião presidencial boliviano.

A Espanha tinha um representante na equipe que vasculhou o avião presidencial em busca de Snowden. “Nós reconhecemos publicamente que, talvez, os procedimentos utilizados no aeroporto de Viena pelo nosso representante não foram os mais eficazes”, afirmou o embaixador da Espanha na Bolívia, Angel Vázquez.

O embaixador entregou ao Ministério das Relações Exteriores da Bolívia uma carta do governo espanhol se retratando. “Nós lamentamos esse fato”, disse Vázquez, que reconheceu a posição delicada em que foi colocado o presidente boliviano. “O procedimento não era apropriado.”

Se reconheceu o erro em vasculhar o avião presidencial, a Espanha nega que tenha restringido o seu espaço aéreo, impedindo que Morales atravessasse o país.