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02 de junho de 2015, 10h39

“Está difícil entender o partido”, diz fundador do PSDB

Ex-deputado Arnaldo Madeira, coordenador do programa de Aécio Neves em 2014, afirma que PSDB está se distanciando de suas bandeiras apenas "para atrapalhar o governo"; ele se diz decepcionado com a legenda.

Ex-deputado Arnaldo Madeira, coordenador do programa de Aécio Neves em 2014, afirma que PSDB está se distanciando de suas bandeiras apenas “para atrapalhar o governo”; ele se diz decepcionado com a legenda  Por Redação O ex-deputado Arnaldo Madeira, um dos fundadores do PSDB e coordenador do programa de Aécio Neves (MG) em 2014, se disse decepcionado com sua própria legenda. “Está difícil entender o partido. Em vez de defender conceitos, estamos fazendo uma oposição igual à que o PT fazia contra nós. Agora só falta o PSDB votar contra a Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou. As informações são da Folha...

Ex-deputado Arnaldo Madeira, coordenador do programa de Aécio Neves em 2014, afirma que PSDB está se distanciando de suas bandeiras apenas “para atrapalhar o governo”; ele se diz decepcionado com a legenda 

Por Redação

O ex-deputado Arnaldo Madeira, um dos fundadores do PSDB e coordenador do programa de Aécio Neves (MG) em 2014, se disse decepcionado com sua própria legenda. “Está difícil entender o partido. Em vez de defender conceitos, estamos fazendo uma oposição igual à que o PT fazia contra nós. Agora só falta o PSDB votar contra a Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou. As informações são da Folha de S. Paulo.

Para o líder do governo FHC na Câmara, a sigla está se distanciando de bandeiras importantes, como a reeleição e o fator previdenciário, contra o qual votou apenas para atingir o governo, que defendia sua continuidade. “A situação da Previdência é muito difícil. A esperança de vida só aumenta, e nós estamos dizendo que as pessoas podem se aposentar mais cedo. Na verdade, só estamos fazendo isso para atrapalhar o governo”, disse o ex-parlamentar, que teme que o fim do mecanismo possa dificultar a vida do partido caso chegue ao poder em 2018.

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Na semana passada, quando, durante a votação da reforma política na Câmara, o PSDB votou a favor do fim da reeleição para cargos executivos, Madeira se irritou com um correligionário que declarou que a medida só serviria para “países desenvolvidos”. “Quem implantou a reeleição foi o PSDB. Isso é uma forma de depreciar o eleitor brasileiro”, argumentou.

O tucano também reclama que ninguém lhe dá ouvidos dentro do partido que ajudou a criar. “Eu me sinto como um pregador no deserto”, desabafou.

(Foto: Maria Leonor de Calasans)

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