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24 de janeiro de 2019, 09h08

Estadão chama cancelamento de coletiva de Bolsonaro em Davos de “vexame sem precedente”

“O cancelamento da entrevista comprovou suas más condições para o exercício de uma função física e psicologicamente exigente como a que acaba de assumir”, diz o jornal

Sala em que seria concedida a entrevista coletiva (Reprodução/Twitter)
Parece que mais um dos jornalões brasileiros, desta vez o Estadão, resolveu também rifar o presidente Jair Bolsonaro e apostar no vice, o general Hamilton Mourão. O editorial desta quinta-feira (24) do diário da família Mesquita chama o cancelamento, em Davos, da coletiva de imprensa do presidente e equipe de “vexame sem precedente”. “Num vexame sem precedente, o presidente Jair Bolsonaro evitou a imprensa em Davos, cancelando uma entrevista e deixando jornalistas e cinegrafistas brasileiros e estrangeiros à sua espera numa sala do Fórum Econômico Mundial. Quinze minutos antes do evento, marcado para as 16 horas, plaquinhas com os nomes...

Parece que mais um dos jornalões brasileiros, desta vez o Estadão, resolveu também rifar o presidente Jair Bolsonaro e apostar no vice, o general Hamilton Mourão. O editorial desta quinta-feira (24) do diário da família Mesquita chama o cancelamento, em Davos, da coletiva de imprensa do presidente e equipe de “vexame sem precedente”.

“Num vexame sem precedente, o presidente Jair Bolsonaro evitou a imprensa em Davos, cancelando uma entrevista e deixando jornalistas e cinegrafistas brasileiros e estrangeiros à sua espera numa sala do Fórum Econômico Mundial. Quinze minutos antes do evento, marcado para as 16 horas, plaquinhas com os nomes do presidente e dos ministros Paulo Guedes, Sergio Moro e Ernesto Araújo estavam sobre a mesa destinada aos entrevistados.”

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A justificativa para tal, dada, no hotel, por um assessor presidencial, de acordo com o texto, foi por conta da “abordagem antiprofissional da imprensa”.

O texto do jornal acrescenta ainda que “logo correu entre os jornalistas credenciados em Davos outra explicação para a inusitada atitude de Jair Bolsonaro: a entrevista foi cancelada porque o novo presidente brasileiro é incapaz de se comportar como um chefe de governo, ou, em termos mais simples, como uma figura pública preparada para exercer esse papel”, diz o texto.

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O Estadão ainda chama o discurso de Bolsonaro em Davos de “uma versão requentada de um discurso eleitoral. Mesmo os frequentadores mais conservadores de Davos devem estar pouco interessados na restauração dos valores da família brasileira. Os menos pacientes devem ter achado patética a afirmação sobre como foi escolhida a equipe de governo. ‘Pela primeira vez no Brasil’, disse Bolsonaro, ‘um presidente montou uma equipe de ministros qualificados’”.

Ao final, o jornal fulmina: “o cancelamento da entrevista comprovou suas más condições para o exercício de uma função física e psicologicamente exigente como a que acaba de assumir”, encerra.

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