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02 de junho de 2016, 16h55

Estado Islâmico: filho de deputado jordaniano participa de ataque suicida no Iraque

Mohamed Dalaeen, que havia sido enviado ao exterior pelo pai para estudar Medicina, largou o curso, se uniu ao grupo extremista e, três meses mais tarde, participou de ataque suicida no Iraque junto com outros integrantes sírios.

Mohamed Dalaeen, que havia sido enviado ao exterior pelo pai para estudar Medicina, largou o curso, se uniu ao grupo extremista e, três meses mais tarde, participou de ataque suicida no Iraque junto com outros integrantes sírios

Por Redação*

O deputado da Jordânia Mazen Dalaeen, em entrevista ao programa Outlook, da BBC, desabafou sobre a morte do filho, que se uniu ao Estado Islâmico após deixar a faculdade de Medicina e morreu como homem-bomba em atentado no Iraque.

Depois do ocorrido, Dalaeen direcionou seus esforços para resgatar jovens que tenham se convertido às ideias extremistas do Estado Islâmico, combatendo a propaganda de alto impacto do grupo nos países da região.

Em seu depoimento, o deputado contou que o filho havia deixado o país para estudar na Ucrânia e se casou com uma nativa. Durante as férias, ele conheceu a nora e notou que o filho elogiava constantemente ações do grupo extremista.

Ao deixar o país de novo, rumo à Síria, o então estudante enviou mensagem ao pai avisando da sua associação ao grupo e do atentado que cometeria. O pai ressalta que, no áudio, Mohamed parecia estar com medo e não ter total consciência das próprias atitudes.

Tudo o que o pai soube sobre o filho depois disso foi que morreu ao lado de outros dois militantes, de nacionalidade síria, ao derrubarem uma ponte de pedestres na tentativa de causar a morte de integrantes de uma milícia iraquiana. As informações que chegaram ao pai vieram pelas redes de notícias.

Resgate de jovens

Após a morte do filho, Dalaeen dedicou-se ao resgaste de jovens que tivessem sido seduzidos pela propaganda extremista, cujos argumentos giram em torno da possibilidade de uma vida menos penosa, com casa, alimento, dinheiro e propriedades garantidas. Para aqueles que não quisessem se mudar, a jihad era uma opção. De acordo com o deputado, em nenhum momento o terrorismo e extremismo eram tratados abertamente como tais.

A jihad ofertada pelo Estado Islâmico, de acordo com o deputado, é uma visão distorcida. O termo refere-se ao dever dos muçulmanos de disseminarem a sua fé. Para o grupo extremista, a jihad só poderia ser alcançada por esses jovens uma vez que eles matassem as pessoas que seguiam o Islã de forma incorreta em países que chamam de “terras infiéis”.

Foto: Reprodução

* Informações da BBC