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20 de outubro de 2018, 17h55

Estudante da Unirio é agredido com barra de ferro quando panfletava em favor de Haddad

Mais um caso de violência relacionado à disputa presidencial: a vítima foi um estudante, agredido com uma barra de ferro na cabeça por um apoiador de Jair Bolsonaro, durante panfletagem pró-Fernando Haddad

Foto: Arquivo Pessoal Um novo caso de violência e intolerância relacionado à disputa presidencial foi registrado no Rio de Janeiro. Um estudante de História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) foi agredido na cabeça, com uma barra de ferro, por um grupo de pelo menos seis homens. Ele, ao lado de outros alunos, panfletava para Fernando Haddad (PT), na Praça Lauro Müller, em Botafogo, na Zona Sul da cidade, na noite desta sexta-feira (19), de acordo com informações de O Dia. Segundo relatos de estudantes pelo Facebook, aproximadamente 10 alunos estavam na praça com panfletos de...

Foto: Arquivo Pessoal

Um novo caso de violência e intolerância relacionado à disputa presidencial foi registrado no Rio de Janeiro. Um estudante de História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) foi agredido na cabeça, com uma barra de ferro, por um grupo de pelo menos seis homens. Ele, ao lado de outros alunos, panfletava para Fernando Haddad (PT), na Praça Lauro Müller, em Botafogo, na Zona Sul da cidade, na noite desta sexta-feira (19), de acordo com informações de O Dia.

Segundo relatos de estudantes pelo Facebook, aproximadamente 10 alunos estavam na praça com panfletos de Haddad. Um dos estudantes começou a distribuir o material e ouviu gritos de “Vai morrer!” e “Rala daqui!”. Na confusão, um dos agressores gritou o nome de Jair Bolsonaro (PSL).

“De repente, os agressores vieram para cima de mim e me agrediram com socos e uma barra de ferro. Minha vista escureceu e me levaram para o Hospital Souza Aguiar”, relatou o estudante X., de 22 anos. O jovem foi liberado neste sábado (20). Os exames não revelaram fratura, mas um grave hematoma no olho direito.  “Estou com medo, pois fui ameaçado de morte”, disse.

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X. ainda não decidiu se registrar queixa na Polícia Civil, o que, de acordo com informações de testemunhas, teria sido “desaconselhado” por policiais militares. “Os PMs disseram que era para ´deixarmos isso para lá´, pois, ‘além de não dar em nada´, poderia ser pior um registro (em delegacia), já que sempre passamos pelo mesmo local diariamente para estudar”.

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