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04 de julho de 2016, 14h16

Estudante encontrado morto na UFRJ sofria com ameaças racistas e homofóbicas, diz amiga

O estudante Diego Vieira Machado foi encontrado morto próximo ao alojamento estudantil, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde morava e estudava Arquitetura Por Redação O corpo de Diego Vieira Machado, de 24 anos, foi encontrado próximo ao alojamento estudantil da Universidade do Rio de Janeiro, no Campus do Fundão, no último sábado (2). Diego era aluno de Arquitetura e veio de Belém (PA) para estudar. Diego apresentava marcas de agressão na cabeça e policia não descarta crime de ódio. A amiga do estudante, Pérola Gonçalves, reforça a possibilidade do crime ter motivação racista e homofóbica. A estudante relata...

O estudante Diego Vieira Machado foi encontrado morto próximo ao alojamento estudantil, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde morava e estudava Arquitetura

Por Redação

O corpo de Diego Vieira Machado, de 24 anos, foi encontrado próximo ao alojamento estudantil da Universidade do Rio de Janeiro, no Campus do Fundão, no último sábado (2). Diego era aluno de Arquitetura e veio de Belém (PA) para estudar.

Diego apresentava marcas de agressão na cabeça e policia não descarta crime de ódio. A amiga do estudante, Pérola Gonçalves, reforça a possibilidade do crime ter motivação racista e homofóbica. A estudante relata casos de ofensas raciais e de orientação sexual contra Machado.

Gonçalves afirmou ainda que Diego era forte e praticava judo e Kung Fu para competir e também para se defender. A jovem acredita que o crime tenha sido praticado por mais de uma pessoa e aponta marcas de luta e violência como evidencias. A Polícia Militar não confirmou as suspeitas, mas não descarta a possibilidade.

Em nota, a Universidade Federal do Rio de Janeiro comunicou a morte de Diego e disse que acompanhará de perto as investigações. O instituto Rio Sem Homofobia também divulgou nota afirmando que acompanhará as investigações e apontou que, dias antes da morte de Diego, alunos da UFRJ denunciaram à instituição ameaças de grupos conservadores aos alunos cotistas, como Diego. As denuncias apontavam ofensas e ameaças à negros e pessoas LGBT.

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A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da cidade do Rio de Janeiro divulgou nota lamentando a morte do estudante e pedindo mais atenção a alta nos casos de crimes de ódio contra a população LGBT.

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