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11 de outubro de 2017, 17h34

Estudante sofre assédio em ônibus no Rio e reage: “Licença ou eu te mato”

Maitê Soares Fernandes, de 25 anos, viu o mesmo homem perto da faculdade que estuda e procurou a delegacia para registrar boletim de ocorrência.

Maitê Soares Fernandes, de 25 anos, viu o mesmo homem perto da faculdade que estuda e procurou a delegacia para registrar boletim de ocorrência. Da Redação* Uma estudante sofreu assédio em um ônibus da Linha 426 (Usina x Jardim da Alah), em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, quando voltava da faculdade para casa, em Copacabana, na segunda-feira (9). Maitê Soares Fernandes, de 25 anos, que costuma fazer o mesmo trajeto de transporte público, revelou que um homem, que aparentava ter 20 anos, esperou que sua amiga descesse do coletivo para se sentar ao seu lado e passar...

Maitê Soares Fernandes, de 25 anos, viu o mesmo homem perto da faculdade que estuda e procurou a delegacia para registrar boletim de ocorrência.

Da Redação*

Uma estudante sofreu assédio em um ônibus da Linha 426 (Usina x Jardim da Alah), em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, quando voltava da faculdade para casa, em Copacabana, na segunda-feira (9). Maitê Soares Fernandes, de 25 anos, que costuma fazer o mesmo trajeto de transporte público, revelou que um homem, que aparentava ter 20 anos, esperou que sua amiga descesse do coletivo para se sentar ao seu lado e passar a mão em sua coxa. Ao perceber a situação e ver que ele estava excitado, ela se levantou e gritou: “Licença ou eu te mato”.

Na terça-feira (1), depois de sair da faculdade e perceber que o mesmo homem, com a mesma roupa, estava próximo de uma das saídas da instituição, ela procurou a 10ª DP (Botafogo) e registrou um boletim de ocorrência. Maitê conta que por volta das 20h30, na segunda, após gritar e chamar a atenção dos passageiros do ônibus, o homem desceu do coletivo.

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“Um cara novo, de aparentemente 20 e poucos anos, senta do meu lado. Já não gostei pela proximidade como ele sentou, mas deixei pra lá. Não dá cinco minutos noto uma mão na lateral da minha coxa. Começou a minha parte de enxergar o que estava acontecendo, o indivíduo estava me olhando, segurei o olhar com toda raiva que tinha correndo nas minhas veias, e também notei pela sua bermuda sua ereção”, disse.

Segundo a estudante, ao se levantar, o homem ainda tentou impedir que ela saísse da cadeira. “Eu segurei o olhar e vi que ele estava realmente disposto a fazer alguma coisa. Me levantei e tive que saltar, porque ele não queria me deixar sair da cadeira. Quando ele tentou se aproximar novamente, eu fiquei em pé e chamei a atenção das pessoas”.

Depois do caso, Maitê já pensa em mudar o trajeto ou até trocar o tipo de transporte que usa para chegar até a faculdade, que fica no Rio Comprido, na Zona Norte. “Mulheres cercadas por pedófilos, abusadores, estupradores e o que mais nos resta. Não é só uma, é alguém da sua família, é a conhecida, a garota da manchete do jornal, são milhões, ou mais, que têm sua história. Eu não me calo e nunca vou me calar”, contou.

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*Com informações do Extra

Fotos: Reprodução e Divulgação

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