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21 de janeiro de 2019, 21h03

Estudo aponta o registro de 107 casos de feminicídios em 2019

Segundo levantamento realizado por Jefferson Nascimento, professor e doutor em Direito Internacional, 68 casos foram consumados e houve mais 39 tentativas

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil Em apenas 21 dias, o ano de 2019 já registrou, até o momento, 107 casos de feminicídios, o que representa uma média de cinco por dia. A pesquisa foi realizada por Jefferson Nascimento, professor e doutor em Direito Internacional pela USP. Ele tomou como base o noticiário nacional, de acordo com informações de Pedro Capetti e Renato Grandelle, do Extra. Conforme indica o levantamento, 68 casos foram consumados e houve mais 39 tentativas. Há registros de em pelo menos 94 cidades, distribuídas por 21 estados. Com base dos dados de Nascimento, mais de metade dos episódios...

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Em apenas 21 dias, o ano de 2019 já registrou, até o momento, 107 casos de feminicídios, o que representa uma média de cinco por dia. A pesquisa foi realizada por Jefferson Nascimento, professor e doutor em Direito Internacional pela USP. Ele tomou como base o noticiário nacional, de acordo com informações de Pedro Capetti e Renato Grandelle, do Extra.

Conforme indica o levantamento, 68 casos foram consumados e houve mais 39 tentativas. Há registros de em pelo menos 94 cidades, distribuídas por 21 estados. Com base dos dados de Nascimento, mais de metade dos episódios (55%) ocorreram entre sexta-feira e domingo.

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Bila Sorj, professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atribui o altíssimo índice de feminicídios à resistência dos agressores em aceitar as transformações da sociedade.

“Nas últimas décadas, os homens não se transformaram na mesma proporção que as mulheres, há uma diferença cada vez maior na forma como eles e elas pensam o mundo. As mulheres ganharam autonomia para fazer suas próprias escolhas. Querem que o casamento seja uma relação negociada, e não a palavra final do marido. O feminicídio é resultado da incapacidade dos homens de aceitarem essas mudanças”, avalia.

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