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14 de dezembro de 2018, 08h49

Estudo aponta que robôs e perfis falsos continuam atuando a favor de Bolsonaro

"O fato de ainda estarem em atividade mostra que provavelmente serão usados durante o governo”, diz especialista

Levantamento feito pela empresa de análises AP/Exata, após as eleições, aponta que ainda há uma quantidade significativa de perfis falsos e robôs no Twitter mencionando o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Segundo Sergio Denicoli, diretor de Big Data da AP/Exata, o que chama a atenção é o número significativo de bots, militantes e perfis falsos ainda citando Bolsonaro. Segundo a amostragem, são 2.078 mencionando Bolsonaro e termos relacionados e 382 para Haddad e PT. Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais “O fato de ainda estarem em atividade mostra que...

Levantamento feito pela empresa de análises AP/Exata, após as eleições, aponta que ainda há uma quantidade significativa de perfis falsos e robôs no Twitter mencionando o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo Sergio Denicoli, diretor de Big Data da AP/Exata, o que chama a atenção é o número significativo de bots, militantes e perfis falsos ainda citando Bolsonaro. Segundo a amostragem, são 2.078 mencionando Bolsonaro e termos relacionados e 382 para Haddad e PT.

Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais

“O fato de ainda estarem em atividade mostra que provavelmente serão usados durante o governo na tentativa de moldar as narrativas e conseguir apoio para determinados temas”, diz Denicoli. Para o levantamento, a AP/Exata analisou mais de 10 milhões de postagens e 624.827 perfis no Twitter desde maio de 2018.

Assim que foi noticiado caso em que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) encontrou movimentação atípica na conta de um ex-assessor do deputado estadual do Rio e senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do futuro presidente, o perfil “Rodrigo 1988” comentou em tuíte: “Tentativa n° 76352 de tentar derrubar alguém próximo do Bolsonaro. Dessa vez um assessor do filho”.

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O perfil, criado em outubro, basicamente compartilha conteúdo pró-Bolsonaro. Nesses poucos meses, fez 3.114 tuítes e deu 9.815 curtidas. Na média, isto daria 43 tuítes por dia e 136 curtidas, marca elevada mesmo para usuários muito ativos do Twitter.

A Folha tentou conversar com o perfil, mas foi bloqueada. De acordo com o Pegabot, aplicativo elaborado pelo IT&E (Instituto de Tecnologia e Equidade), o perfil tem 75% de chance de ser um robô. Usando o sistema, a reportagem encontrou vários perfis apoiadores de Bolsonaro com índice de probabilidade acima de 70% de serem robôs.

A Folha procurou assessores de Bolsonaro por telefone questionando se a equipe do presidente eleito utiliza robôs, mas não obteve resposta.

O Twitter questiona o conceito de perfis de interferência e “lamenta que seja dado crédito a um relatório metodologicamente falho, cujos critérios técnicos não conhece”.

Com informações da Folha

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