23 de março de 2018, 16h28

Estudo da UFES responsabiliza MBL por veiculação de fake news sobre Marielle

Levantamento rastreou o caminho dos boatos e indicou que sites e perfis ligados ao MBL tiveram participação direta por viralizar as notícias difamatórias, como a que ligava a vereadora a Marcinho VP

Do período de sexta (16) até a noite desta quinta-feira (22), o link do site Ceticismo Político, que associava Marielle ao traficante Marcinho VP e à facção Comando Vermelho, foi compartilhado mais de 360 mil vezes no Facebook – Reprodução/Facebook

Um levantamento realizado pelo Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e veiculado pelo jornal O Globo, responsabiliza o MBL (Movimento Brasil Livre) por divulgar notícias difamatórias sobre a socióloga e vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada no último dia 14, no Rio de Janeiro. O estudo, de acordo com o blog Nocaute, rastreou o caminho dos boatos e indicou que sites e perfis ligados ao MBL tiveram participação direta por viralizar as chamadas fake news, como a que ligava a vereadora ao traficante Marcinho VP.

Do período de sexta (16) até a noite desta quinta-feira (22), o link do site Ceticismo Político, que associava Marielle ao traficante Marcinho VP e à facção Comando Vermelho, foi compartilhado mais de 360 mil vezes no Facebook. Esse foi o boato de maior repercussão envolvendo a vereadora nas redes sociais.

Em três dias, a informação divulgada pelo site no Twitter gerou mais de 1 milhão de impressões – número de vezes que a mensagem apareceu na linha do tempo dos usuários da rede social.

A publicação do Ceticismo Político foi a que teve a maior influência no debate, diz o pesquisador Fábio Malini, coordenador do Labic e autor do levantamento.