Imprensa livre e independente
22 de janeiro de 2018, 09h46

Estudo revela: Cinco brasileiros concentram a mesma riqueza que metade mais pobre do país

Lista dos bilionários do Brasil ganhou mais 12 novos integrantes, aponta Oxfam. Enquanto isso, encolheu a participação na renda nacional dos brasileiros que estão entre os 50% mais pobres. Passou de 2,7% para 2%.

Lista dos bilionários do Brasil ganhou mais 12 novos integrantes, aponta Oxfam. Enquanto isso, encolheu a participação na renda nacional dos brasileiros que estão entre os 50% mais pobres. Passou de 2,7% para 2%. Da Redação* Apenas cinco bilionários brasileiros concentram patrimônio equivalente à renda da metade mais pobre da população do Brasil, mostra um estudo divulgado nesta segunda-feira (22) pela organização não governamental britânica Oxfam, antes do Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos, na Suíça, nesta semana. A lista é encabeçada por Jorge Paulo Lemann (foto), sócio do fundo 3G Capital, que possui participações nas empresas AB InBev...

Lista dos bilionários do Brasil ganhou mais 12 novos integrantes, aponta Oxfam. Enquanto isso, encolheu a participação na renda nacional dos brasileiros que estão entre os 50% mais pobres. Passou de 2,7% para 2%.

Da Redação*

Apenas cinco bilionários brasileiros concentram patrimônio equivalente à renda da metade mais pobre da população do Brasil, mostra um estudo divulgado nesta segunda-feira (22) pela organização não governamental britânica Oxfam, antes do Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos, na Suíça, nesta semana. A lista é encabeçada por Jorge Paulo Lemann (foto), sócio do fundo 3G Capital, que possui participações nas empresas AB InBev (bebidas), Burger King (fast food) e Kraft Heinz (alimentos). Lemann, conforme noticiou a Fórum, no último dia 17 de janeiro, faz parte de uma nova rede de financiamento político.

Ajude a Fórum a fazer a cobertura do julgamento do Lula. Clique aqui e saiba mais.

A lista: Jorge Paulo Lemann, 77 anos (3G Capital); 2) Joseph Safra, 78 anos (Banco Safra); 3) Marcel Hermann Telles, 67 anos (3G Capital); 4) Carlos Alberto Sicupira, 69 anos (3G Capital); 5) Eduardo Saverin, 35 anos (Facebook).

Veja também:  Governo Bolsonaro cede e negocia com Maduro fornecimento de energia venezuelana a Roraima

Para fazer seus levantamentos, a ONG britânica de combate à pobreza usa dados sobre bilionários da revista “Forbes” e informações sobre a riqueza em escala global de relatórios do banco Credit Suisse. No ano em que o mundo teve um acréscimo recorde de bilionários — um a cada dois dias –, o Brasil ganhou 12 novos integrantes. O grupo passou de 31 para 43 integrantes em 2017.

O incremento ocorre devido à volta de pessoas que já fizeram parte do seleto grupo, mas perderam dinheiro nos últimos anos, em meio à crise econômica no Brasil. Voltaram a ser bilionários executivos como Ana Maria Marcondes Penido Sant’Ana (acionista da CCR), João Alves de Queiroz Filho (Hypermarcas), Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan), Lina Maria Aguiar e Lia Maria Aguiar (Bradesco) e Maurizio Billi (Eurofarma). O patrimônio somado desses indivíduos cresceu 13% em 2017 e chegou a US$ 549 bilhões.

Os mais ricos possuem mais ativos financeiros do que a média da população e se beneficiaram mais da maré positiva no mercado, diz Rafael Georges, coordenador de campanhas da Oxfam. O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, acumulou valorização de quase 27% no ano passado. O grupo do 1% reuniu no ano passado 44% da riqueza nacional, em linha com os anos anteriores.

Veja também:  Comerciante que matou morador de rua em Santo André é colecionador de armas

Enquanto isso, encolheu a participação na renda nacional dos brasileiros que estão entre os 50% mais pobres. Passou de 2,7% para 2%. Para mostrar a distância entre o grupo no topo e o que está na base da escala econômica no Brasil, a Oxfam calculou que uma pessoa remunerada só com salário mínimo precisar trabalhar 19 anos se quiser acumular a quantia ganha em um mês por um integrante do grupo do 0,1% mais rico.

*Com informações do G1

Foto: YouTube

Fórum em Brasília, apoie a Sucursal

Fórum tem investido cada dia mais em jornalismo. Neste ano inauguramos uma Sucursal em Brasília para cobrir de perto o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Clique no link abaixo e faça a sua doação.

Apoie a Fórum