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26 de outubro de 2018, 08h44

Estudo revela uso de robôs para envio de fake news pró-Bolsonaro no WhatsApp

Uma análise qualitativa das postagens desses usuários hiperativos apontou que o conteúdo disseminado não era o de mensagens de opinião própria, mas majoritariamente a retransmissão de informação e de mídias (vídeos e fotos).

Bolsonaro e a fake news do Kit Gay, que foi levada ao ar no Jornal Nacional (Arquivo)
Um estudo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS), centro de pesquisa independente que reúne professores de diversas universidades brasileiras e do laboratório de mídia do MIT (Massachussets Institute of Tecnology), nos EUA, revelou o uso de robôs e administradores comuns em grupos de whatsapp que disseminam fake news em favor da candidatura de Jair Bolsornaro (PSL). Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o estudo, que monitorou 110 grupos políticos abertos, mostra um intervalo entre envios de mensagens de uma mesma série entre 1 e 20 segundos. Segundo o relatório, boa parte desses perfis não trazia nome próprio...

Um estudo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS), centro de pesquisa independente que reúne professores de diversas universidades brasileiras e do laboratório de mídia do MIT (Massachussets Institute of Tecnology), nos EUA, revelou o uso de robôs e administradores comuns em grupos de whatsapp que disseminam fake news em favor da candidatura de Jair Bolsornaro (PSL).

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o estudo, que monitorou 110 grupos políticos abertos, mostra um intervalo entre envios de mensagens de uma mesma série entre 1 e 20 segundos. Segundo o relatório, boa parte desses perfis não trazia nome próprio nem foto pessoal.

“São indícios muito fortes de automação. Pode ser o que chamamos de bots, ou robôs, que disparam mensagens, ou pode ser um usuário que utiliza algum nível de automação para difundir conteúdo, o que chamamos de ciborgue”, disse ao jornal Caio Mariano, um dos autores do estudo, mestrando em ciências sociais da internet pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

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Segundo ele, uma análise qualitativa das postagens desses usuários hiperativos apontou que o conteúdo disseminado não era o de mensagens de opinião própria, mas majoritariamente a retransmissão de informação e de mídias (vídeos e fotos).

A reportagem mostra ainda que o estudo mapeou a presença de membros ao longo dos grupos. E alguns deles chegavam a compartilhar 50 usuários. Outros quatro usuários administravam mais de 17 grupos.

“Observamos uma via de disseminação de conteúdos. Há evidências de algo arquitetado, criando uma malha e uma estrutura de coordenação entre os grupos de modo a orquestrar a disseminação de informações através dos grupos de forma rápida e com o uso de alguma automação, sejam bot, sejam ciborgues”, afirmou o pesquisador.

Leia a reportagem na íntegra.

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