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21 de setembro de 2013, 11h36

EUA esteve prestes a detonar bomba nuclear na Carolina do Norte em 1961

Dispositivo lançado acidentalmente possuía potência 260 vezes maior que o lançado em Hiroshima anos antes

Dispositivo lançado acidentalmente possuía potência 260 vezes maior que o lançado em Hiroshima anos antes Do Opera Mundi A Força Aérea dos Estados Unidos esteve a ponto de detonar, acidentalmente, uma bomba nuclear de quatro megatons sobre o estado da Carolina do Norte, segundo documentos desclassificados divulgados neste sábado (21/09) pelo jornal britânico The Guardian. No dia 23 de janeiro de 1961, duas bombas de hidrogênio Mark 39 foram lançadas acidentalmente sobre a cidade de Goldsboro, após um B-52, avião bombardeiro da Força Aérea norte-americana, sofrer uma avaria em pleno vôo enquanto sobrevoava esse estado americano. Força Aérea norte-americana testa detonação...

Dispositivo lançado acidentalmente possuía potência 260 vezes maior que o lançado em Hiroshima anos antes

Do Opera Mundi

A Força Aérea dos Estados Unidos esteve a ponto de detonar, acidentalmente, uma bomba nuclear de quatro megatons sobre o estado da Carolina do Norte, segundo documentos desclassificados divulgados neste sábado (21/09) pelo jornal britânico The Guardian.

No dia 23 de janeiro de 1961, duas bombas de hidrogênio Mark 39 foram lançadas acidentalmente sobre a cidade de Goldsboro, após um B-52, avião bombardeiro da Força Aérea norte-americana, sofrer uma avaria em pleno vôo enquanto sobrevoava esse estado americano.

Força Aérea norte-americana testa detonação nuclear no estado de Nevada, EUA, em 1957 (Foto: Wikicommons)

Segundo a informação publicada pelo jornal britânico, cada bomba possuía uma potência 260 vezes maior que a bomba lançada em Hiroshima anos antes e uma delas chegou a ter o processo de detonação iniciado. Durante um problema no avião, uma das bombas foi lançada da aeronave como se tivesse sido ativada.

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Foi um interruptor de baixa tensão que permitiu evitar que ela explodisse e ocasionasse uma catástrofe de dimensões monumentais. Apesar de o governo dos EUA ter reconhecido anteriormente esse acidente, ele nunca divulgou o quão perto a bomba esteve de ser detonada, sempre negando que a vida dos cidadãos estivesse em perigo por conta de erros nos sistemas de segurança.

Os documentos secretos foram obtidos pelo jornalista investigativo Eric Schlosser, que realizou a descoberta enquanto fazia pesquisas para seu livro que tratará da corrida nuclear. Durante o transcurso de suas pesquisas, Schlosser descobriu que entre 1950 e 1968, ocorreram pelo menos 700 acidentes “significativos” e incidentes, os quais envolveram cerca de 1.250 armas nucleares.

O incidente, que ocorreu apenas três dias depois que John F. Kennedy pronunciou seu discurso de posse como presidente dos Estados Unidos, poderia ter impactado cidades como Filadélfia, Baltimore, Washington e Nova York, caso a detonação nuclear tivesse sido concluída.

O responsável pelos mecanismos de segurança das armas nucleares do governo dos EUA, Parker Jones, reconheceu em relatório divulgado oito anos depois que os explosivos não contavam com a segurança adequada.

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* Com informações de agências internacionais.

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