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16 de abril de 2019, 21h50

Eurodeputado francês questiona Conselho da União Europeia sobre prisão política de Lula

“Não resta mais nenhuma dúvida de que sua prisão foi antes de mais nada uma estratégia política para afastá-lo do poder”, afirma Emmanuel Maurel

Foto: Reprodução/Twitter
Emmanuel Maurel, eurodeputado francês, protocolou nesta terça-feira (16) um documento endereçado ao Conselho da União Europeia, no sentido de pedir uma tomada de posição por escrito a respeito da perseguição política responsável pela prisão do ex-presidente Lula. “Não resta mais nenhuma dúvida de que sua prisão foi antes de mais nada uma estratégia política para afastá-lo do poder”, afirma o eurodeputado. Leia abaixo a íntegra do documento oficial: Assunto: Posição do conselho sobre a prisão do ex-presidente do Brasil, Sr. Lula da Silva Há um ano, o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi aprisionado depois de um dos...

Emmanuel Maurel, eurodeputado francês, protocolou nesta terça-feira (16) um documento endereçado ao Conselho da União Europeia, no sentido de pedir uma tomada de posição por escrito a respeito da perseguição política responsável pela prisão do ex-presidente Lula.

“Não resta mais nenhuma dúvida de que sua prisão foi antes de mais nada uma estratégia política para afastá-lo do poder”, afirma o eurodeputado.

Leia abaixo a íntegra do documento oficial:

Assunto: Posição do conselho sobre a prisão do ex-presidente do Brasil, Sr. Lula da Silva

Há um ano, o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi aprisionado depois de um dos julgamentos mais controversos da história moderna. Não resta mais nenhuma dúvida de que sua prisão foi antes de mais nada uma estratégia política para afastá-lo do poder.

É necessário ainda lembrar que nenhuma prova tangível foi apresentada até agora pela acusação para sustentar as condenações em primeira e segunda instância que levaram à sua prisão? Os elementos mobilizados pelo judiciário foram na verdade baseados em confissões de outros suspeitos que não foram confirmadas (mas foram recompensadas).

Veja também:  Eduardo Bolsonaro diz "Lula" para dar dica sobre a palavra "livre" em programa na Rede TV

O novo ministro da Justiça é ninguém menos que o ex-juiz Sérgio Moro, que sentenciou Lula e foi promovido por Jair Bolsonaro, apesar de suas alegações de que ele não tinha experiência na política.

À direita e à esquerda, incontáveis vozes se levantaram para denunciar essa injustiça, incluindo seis ex-chefes de Estado de França, Itália, Espanha e Bélgica, 29 europarlamentares, um ex-presidente do Parlamento Europeu e numerosos juristas internacionais.

É por estes motivos que eu estou hoje questionando: qual é a posição do Conselho? Ele se manteve calado durante todo esse processo.

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