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11 de julho de 2018, 13h01

Ex-guerrilheiro que assumiu secretaria de Educação de Crivella é demitido

Benjamin afirma que ficou sabendo da exoneração por meio da imprensa e disse não ter recebido sequer um telefonema de Crivella informando da decisão

Cesar Benjamin foi demitido, na manhã desta quarta-feira (11), do cargo de secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro por Marcelo Crivella (PRB). Benjamin afirma que ficou sabendo da exoneração, publicada hoje no Diário Oficial do município, por meio da imprensa, e afirma não ter recebido sequer um telefonema de Crivella informando da decisão.

A exoneração acontece após uma série de brigas com o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, e num momento de crise da administração, em que Crivella enfrenta pedidos de impeachment na Câmara de Vereadores.

Por meio das redes sociais, Benjamin disse que não cedeu “à politicagem e aos inimigos da educação” e, portanto, sua exoneração já era esperada.

“Toda a articulação para a minha saída foi feita pelas minhas costas. Não recebi sequer um telefonema. O prefeito agradeceu desta maneira a minha dedicação à causa da educação”, disse ele em texto publicado em seu perfil no Facebook.

Entra no seu lugar, Talma Romero Suane, que era a chefe de gabinete da pasta e foi nomeada no mesmo decreto de exoneração de Benjamin. O ex-secretário disse que a gestão de Talma “nasce sob o signo da traição”.

“[Ela] participou dessas articulações sem me avisar. Há algum tempo, depois da primeira crise, o próprio prefeito me disse que ela havia pedido o meu cargo, mas eu não acreditei. Quem age de boa-fé tende a acreditar na boa-fé dos demais”, disse.

Benjamin relatou ainda que Talma lhe havia enviado uma mensagem dizendo não estar se sentindo bem porque, segundo ele, ela já sabia da nomeação. “Quando retornei à SME [Secretaria Municipal de Educação] já não a encontrei. Ela já sabia que havia conseguido a nomeação, mas não teve coragem de olhar nos meus olhos. Sua gestão nasce sob o signo da traição.”

Ex-guerrilheiro

Cesar Benjamin participou da luta armada contra a ditadura, foi perseguido e exilado. Co-fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), foi também filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), tendo se desligado dos dois partidos.

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