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16 de agosto de 2018, 08h32

Ex-presidente da Bolsa do Rio é preso pela PF; FGV é suspeita de participar de esquema

O delator disse que a propina teria sido paga metade em dinheiro e outra parte em vinho, porque Edson Menezes conhecia esse gosto requintado do ex-governador Sérgio Cabral

Edson Menezes. Foto: Reprodução Rede Globo
Edson Menezes, ex-superintendente do Banco Prosper e ex-presidente da Bolsa de Valores do Rio, foi preso na manhã desta quinta-feira (16) por agentes da Polícia Federal. A operação investiga o pagamento de propina na venda da folha de pagamento dos servidores do Estado na gestão de Sérgio Cabral, em leilão que foi preparado por uma consultoria da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que subcontratou o Banco Prosper. Segundo o delator Carlos Miranda, operador de Cabral, o negócio envolveu a promessa de pagamento de R$ 6 milhões por parte de Edson Menezes. Ele disse ainda que a propina teria sido paga metade em dinheiro...

Edson Menezes, ex-superintendente do Banco Prosper e ex-presidente da Bolsa de Valores do Rio, foi preso na manhã desta quinta-feira (16) por agentes da Polícia Federal.

A operação investiga o pagamento de propina na venda da folha de pagamento dos servidores do Estado na gestão de Sérgio Cabral, em leilão que foi preparado por uma consultoria da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que subcontratou o Banco Prosper.

Segundo o delator Carlos Miranda, operador de Cabral, o negócio envolveu a promessa de pagamento de R$ 6 milhões por parte de Edson Menezes.

Ele disse ainda que a propina teria sido paga metade em dinheiro e outra parte em vinho, porque Edson Menezes conhecia esse gosto requintado do ex-governador Sérgio Cabral.

A consultoria foi contratada em 2006, antes da gestão Cabral, mas foi feita até 2011, quando a folha foi vendida junto com o Banco do Estado do Rio de Janeiro (BERJ).

A FGV é investigada e há suspeita de que a instituição educacional, uma das mais renomadas do país, tenha participação no esquema. Um dos diretores de projetos da FGV deve ser intimado a depor, ainda nesta quinta-feira.

O G1 tentou entrar em contato com a FGV, mas até a publicação dessa reportagem não havia obtido retorno.

Com informações do G1

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