27 de setembro de 2014, 12h37

Ex-senador Luiz Estevão é preso pela Polícia Federal

Ele é acusado de alterar livros contábeis, com a intenção de justificar dinheiro de obras superfaturadas na construção do prédio do TRT-SP, em escândalo envolvendo o juiz Nicolau dos Santos Neto.

Ele é acusado de alterar livros contábeis, com a intenção de justificar dinheiro de obras superfaturadas na construção do prédio do TRT-SP, em escândalo envolvendo o juiz Nicolau dos Santos Neto

Por Redação

O ex-senador Luiz Estevão foi preso pela Polícia Federal na manhã deste sábado (27) na casa dele, em Brasília, e já foi levado para São Paulo, onde cumprirá pena de 3 anos e 6 meses de detenção. Estevão foi para a Superintendência da PF em São Paulo e poderá ser transferido para um presídio na segunda-feira. Ele é acusado de alterar livros contábeis, com a intenção de justificar dinheiro de obras superfaturadas na construção do prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo.

Por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), o recurso apresentado pela defesa do ex-parlamentar foi negado. Pelo Código de Processo Penal, pena inferior a quatro anos também pode ser convertida em prestação de serviços à comunidade. Porém, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) já havia decidido que Luiz Estevão não deve ter direito a um regime mais brando, mas sim ao semiaberto, já que é réu reincidente e teria tentado enganar a Justiça ao falsificar documentos para evitar o bloqueio de recursos oriundos de crime.

Relembre o caso

Estevão foi eleito senador da República pelo PMDB do Distrito Federal, em 1998. Durante a CPI do Judiciário do Senado, teve seu nome envolvido diretamente com o juiz Nicolau dos Santos Neto no esquema de desvio de verbas das obras do TRT-SP. Em 28 de junho de 2000, teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, o primeiro da história do Senado Federal Brasileiro. Ficou também inelegível por oito anos a partir de então. Ainda em decorrência deste processo do TRT, chegou a ser preso duas vezes, mas por pouco tempo.

Foto de capa: Cláudio Bispo/BrasilienseFC.com.br