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21 de agosto de 2018, 16h16

Exclusivo: entrevista com manifestante que faz greve de fome pela libertação de Lula

Segundo Amorim, há 22 dias em greve de fome, explica que a medida foi adotada porque "as vias institucionais de atender a demanda de Lula em ser candidato foram esgotadas". Para ele, o Poder Judiciário está politizado, assim como a política foi judicializada.

Jaime Amorim, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Pernambuco, é um dos grevistas em favor do direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser candidato à Presidência em 2018. Neste vídeo, ele dá uma entrevista exclusiva à Fórum. Segundo Amorim, que está há 22 dias em greve de fome, explica que a medida foi adotada porque “todas as vias institucionais de atender a demanda de Lula em ser candidato foram esgotadas”. Para Amorim, o Poder Judiciário está politizado, assim como a política foi judicializada. Desse modo, o clima institucional no país é péssimo, na...

Jaime Amorim, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Pernambuco, é um dos grevistas em favor do direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser candidato à Presidência em 2018. Neste vídeo, ele dá uma entrevista exclusiva à Fórum.

Segundo Amorim, que está há 22 dias em greve de fome, explica que a medida foi adotada porque “todas as vias institucionais de atender a demanda de Lula em ser candidato foram esgotadas”. Para Amorim, o Poder Judiciário está politizado, assim como a política foi judicializada. Desse modo, o clima institucional no país é péssimo, na avaliação do militante do MST

De acordo com o militante grevista, outra motivação para continuar a greve de fome são os quase 14 milhões de brasileiros que passam fome todos os dias por conta da crescente desigualdade social no país. Em 2014, durante o governo Dilma, o Brasil havia comemorado sua saída da lista dos países do Mapa da Fome, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

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No entanto, logo após o processo do golpe em 2016, o país voltou a crescer no número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza extrema e a greve de fome deseja denunciar isso. “A Nação deixou de atender demandas sociais e ficou a serviço do capital financeiro internacional”, diz Amorim. Confira a íntegra da entrevista no vídeo abaixo:

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