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14 de maio de 2019, 07h30

Exército veta participação de alunos em Olimpíada de História da Unicamp por “viés ideológico conflitante”

Pelo menos 39 alunos dos 13 colégios militares do Brasil estão impedidos de participar. A Olimpíada trata de temas interdisciplinares, como geografia, literatura, arqueologia, urbanismo e atualidades

Alunas de Colégio Militar (Jackson Nunes/Exército Brasileiro)
Reportagem de Nathalia Zorzo, no porta da rádio CBN nesta segunda-feira (13), informa que o Departamento de Educação e Cultura do Exército proibiu os alunos de todos os colégios militares do país de participar da 11ª edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil, organizada pela Unicamp, alegando que as questões da primeira fase da prova têm ‘viés ideológico conflitante’ com os princípios do Exército Brasileiro. A Olimpíada trata de temas interdisciplinares, como geografia, literatura, arqueologia, urbanismo e atualidades. Uma das questões da primeira fase foi uma análise sobre um rap da cantora Triz, que fala sobre identidade de gênero....

Reportagem de Nathalia Zorzo, no porta da rádio CBN nesta segunda-feira (13), informa que o Departamento de Educação e Cultura do Exército proibiu os alunos de todos os colégios militares do país de participar da 11ª edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil, organizada pela Unicamp, alegando que as questões da primeira fase da prova têm ‘viés ideológico conflitante’ com os princípios do Exército Brasileiro.

A Olimpíada trata de temas interdisciplinares, como geografia, literatura, arqueologia, urbanismo e atualidades. Uma das questões da primeira fase foi uma análise sobre um rap da cantora Triz, que fala sobre identidade de gênero. Outra foi sobre o acesso de indígenas a universidades federais.

Pelo menos 39 alunos dos 13 colégios militares do Brasil estão impedidos de participar. Eles chegaram a fazer a primeira fase da olimpíada, que consistia em responder a uma série de perguntas online.

No entanto, um dia antes de enviarem as respostas, na sexta-feira (10), receberam a informação de seus orientadores de que não poderiam submeter as respostas porque o departamento havia considerado que algumas perguntas tinham ‘viés ideológico conflitante’.

Veja também:  Três notas sobre o 15M

Leia a reportagem na íntegra

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