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05 de junho de 2018, 08h54

Explodem acidentes com álcool no Recife por conta do preço do gás

“Ninguém consegue mais comprar botijão de gás, que na Zona da Mata custa R$ 150. Buscam alternativas e correm risco de vida”, diz médico

O número de acidentes com álcool explodiu nos últimos quatro meses em Recife. A unidade de queimados do Hospital da Restauração de Recife atendeu, só no fim de semana, sete casos graves de queimaduras causadas por álcool usado na cozinha. De acordo com o médico Marcos Barreto, que chefia a unidade, “ninguém consegue mais comprar botijão de gás, que na Zona da Mata custa R$ 150. Buscam alternativas e correm risco de vida”, diz. As informações são da coluna de Mônica Bergamo. Segundo o médico, 65% dos leitos para mulheres do hospital estão ocupados por vítimas de acidentes na cozinha....

O número de acidentes com álcool explodiu nos últimos quatro meses em Recife. A unidade de queimados do Hospital da Restauração de Recife atendeu, só no fim de semana, sete casos graves de queimaduras causadas por álcool usado na cozinha.

De acordo com o médico Marcos Barreto, que chefia a unidade, “ninguém consegue mais comprar botijão de gás, que na Zona da Mata custa R$ 150. Buscam alternativas e correm risco de vida”, diz.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo. Segundo o médico, 65% dos leitos para mulheres do hospital estão ocupados por vítimas de acidentes na cozinha.

O médico conta ainda que uma senhora chegou aos gritos no hospital, na última sexta-feira (1), “queimada da cintura para cima, com a pele saindo do rosto. O marido, agarrado com ela para apagar o incêndio, também se queimou”. Os dois estão internados para tratamento.

“Quanto o estado está gastando com o tratamento de pessoas que vão ter sequelas e jamais poderão voltar ao trabalho?”, questiona.

Veja também:  Ele não seguia regras...

Lula não aumentou o gás

Em visita ao polo avançado do Instituto Federal Fluminense em Campos dos Goytacazes, no final do ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a política econômica do governo Temer e lembrou que ficou oito anos na presidência e não aumentou o gás de cozinha uma única vez.

E continuou: “O Temer, em sete meses, já aumentou 68% (na época). Tem lugar do País onde o gás já está custando R$ 105. É um produto da cesta básica. Não pode ser aumentado desse jeito.”

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