27 de junho de 2018, 20h22

Exposição sobre Dom Paulo sofre ameaça: “Não vão nos impedir”, dizem organizadores

Um grupo que defende a intervenção militar foi até a Assembleia Legislativa de São Paulo, no momento em que era realizado um ato solene para divulgar o evento, e fez ameaças

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

De acordo com os organizadores de uma exposição sobre Dom Paulo Evaristo Arns, que será realizada de 14 de julho a 16 de setembro, em São Paulo, um grupo que defende a intervenção militar fez ameaças à realização do evento, durante ato na Assembleia Legislativa. O grupo, inclusive, chegou a afirmar que a mostra “não vai durar três dias”. Depois disso, os responsáveis pela programação registraram, nesta quarta-feira (27), boletim de ocorrência.

Segundo a Rede Brasil Atual, a “Ocupação Dom Paulo Evaristo Arns” acontecerá no Centro Cultural dos Correios, na capital paulista. O ato solene para divulgar o evento foi organizado pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL) e contou com a presença dos vereadores Toninho Vespoli (PSOL) e Eduardo Suplicy (PT), entre outros. Nenhuma das pessoas que fizeram ameaças foi identificada.

“Diante de algumas manifestações que defendem a volta de um regime autoritário, que traz consigo os desmandos que já assistimos recentemente na história do Brasil, não podemos deixar de nos indignar com tamanha violência. Nenhum ato de violência nos impedirá de levar adiante o legado de Dom Paulo”, declararam os coordenadores e curadores da exposição, jornalistas Evanize Sydow e Marilda Ferri, autoras da biografia Dom Paulo – Um homem amado e perseguido (Expressão Popular), relançado em 2017, e Paulo Pedrini, da Pastoral Operária.

Foto Reprodução