27 de junho de 2018, 12h16

“F*-se o racismo”, grita em coro a seleção da Suécia em defesa de companheiro. Vídeo

“Sou um jogador de alto nível, receber críticas faz parte da nossa vida; mas ser chamado de ‘imigrante maldito’ e ‘homem-bomba’ é completamente inaceitável”, disse o jogador

O jogador Jimmy Durmaz nasceu na Suécia em uma família cristã de ascendência síria vinda da Turquia de origem imigrante. Após cometer a falta que resultou no gol da virada da Alemanha, no jogo de sábado (23), passou a ser alvo de insultos racistas.

Por conta disto, a seleção sueca na Copa do Mundo se uniu para gravar um vídeo de apoio, onde dizem em uníssono: “Foda-se o racismo!”

“Sou um jogador de alto nível, receber críticas faz parte da nossa vida; mas ser chamado de ‘imigrante maldito’ e ‘homem-bomba’, e sofrer ameaças de morte contra mim e contra meus filhos é completamente inaceitável”, disse Durmaz.

“Sou sueco, e é com orgulho que uso nossa camisa e nossa bandeira. Isso nos aquece a todos. Permanecemos unidos, somos a Suécia”, concluiu.

“Eu me sinto honrado e surpreso com todas as mensagens amáveis que recebi de vocês, elas aquecem meu coração depois do que aconteceu na noite passada”, escreveu o jogador no Instagram. “Continuem a postar esse amor para que ele supere todo o ódio que está por aí. #fuckracism [foda-se o racismo]”