08 de setembro de 2017, 16h43

Fachin não quer analisar nova denúncia contra Temer

Cármen Lúcia, presidente do Supremo, vai encaminhar o pedido para outro integrante da Corte, que decidirá sobre a abertura do inquérito.

Cármen Lúcia, presidente do Supremo, vai encaminhar o pedido para outro integrante da Corte, que decidirá sobre a abertura do inquérito. Da Redação* O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, enviou para a presidente da Corte, Cármen Lúcia, a solicitação de abertura de um novo inquérito contra Michel Temer (PMDB). Agora, ela fará a redistribuição, pois o ministro entendeu que não existe relação com a Lava Jato. Por isso, será encaminhado para outro integrante do STF, que decidirá a respeito da abertura do inquérito. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia pedido a abertura...

Cármen Lúcia, presidente do Supremo, vai encaminhar o pedido para outro integrante da Corte, que decidirá sobre a abertura do inquérito.

Da Redação*

O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, enviou para a presidente da Corte, Cármen Lúcia, a solicitação de abertura de um novo inquérito contra Michel Temer (PMDB). Agora, ela fará a redistribuição, pois o ministro entendeu que não existe relação com a Lava Jato. Por isso, será encaminhado para outro integrante do STF, que decidirá a respeito da abertura do inquérito.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia pedido a abertura de um novo inquérito contra Temer e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). A justificativa é a necessidade de investigar ambos em relação à edição do Decreto do Portos. Os dois são suspeitos de praticar corrupção passiva.

As suspeitas sobre Temer, em relação à edição do Decreto dos Portos, surgiram desde uma conversa com Loures, interceptada pela Polícia Federal, em 4 de maio. Loures, que chegou a exercer o cargo de assessor especial da presidência, estava grampeado e tentava saber sobre a assinatura do Decreto dos Portos. Temer informou ao então parlamentar que assinaria o documento na semana seguinte.

Após a conversa com Temer, Rocha Loures passou informações por telefone a Ricardo Conrado Mesquita, integrante do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira dos Terminais Portuários e diretor da empresa Rodrimar, que opera no Porto de Santos. O nome de Ricardo é apontado pela Procuradoria como um dos possíveis intermediários de repasses ilícitos para Temer.

*Com informações do UOL

Foto: Nelson Jr./SCO/STF/Fotos Públicas