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22 de outubro de 2018, 14h13

Fala de Eduardo Bolsonaro sobre o STF é “inaceitável”, diz Alexandre de Moraes

“Mesmo com 30 anos de Constituição, temos que conviver com declarações dúbias, feitas de maneira absolutamente irresponsável, por um membro do parlamento brasileiro”, afirmou ministro

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes disse, nesta segunda-feira (22), que “é algo inaceitável que tenhamos que ouvir tanta asneira da boca de quem representa o povo”. Ele fez a declaração durante uma palestra no Ministério Público em referência à polêmica que envolveu o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), que disse que bastava “um soldado e um cabo” para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). Um vídeo com a fala do filho do candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL), viralizou neste final de semana. A afirmação foi gravada em julho, durante um evento com policiais federais. Sem citar o deputado, Moraes afirmou...

O ministro Alexandre de Moraes disse, nesta segunda-feira (22), que “é algo inaceitável que tenhamos que ouvir tanta asneira da boca de quem representa o povo”. Ele fez a declaração durante uma palestra no Ministério Público em referência à polêmica que envolveu o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), que disse que bastava “um soldado e um cabo” para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Um vídeo com a fala do filho do candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL), viralizou neste final de semana. A afirmação foi gravada em julho, durante um evento com policiais federais. Sem citar o deputado, Moraes afirmou que as declarações foram “absolutamente irresponsáveis”.

O ministro também falou sobre a necessidade de a Procuradoria-Geral da República (PGR) realizar uma investigação contra Eduardo por crime tipificado na lei de segurança nacional. “Nada justifica a defesa do fechamento das instituições republicanas”, disse Moraes.

Segundo ele, o Brasil vive um paradoxo. “Mesmo com 30 anos de Constituição, temos que conviver com declarações dúbias, feitas de maneira absolutamente irresponsável, por um membro do parlamento brasileiro”.

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De acordo com informações do Estadão Conteúdo, o ministro deixou o evento sem dar entrevistas, mas disse durante a palestra que as declarações de Eduardo merecem “imediata abertura de investigação” por incitar animosidade entre forças armadas e instituições civis. “Não é possível que se afirme que estava brincando, não se brinca com a democracia”, afirmou o ministro.

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