10 de agosto de 2018, 09h10

Falta de remédios psiquiátricos na Papuda deixa detentos em surto

Relatório indica “risco de motim ou violência extrema” no complexo penitenciário que fica em Brasília, em função da fata de seis medicamentos

Foto: Ministério Público/Divulgação

A falta de pelo menos seis medicamentos psiquiátricos específicos para detentos do Complexo Penitenciário da Papuda, que fica em Brasília, colocou o presídio em “risco de motim ou violência extrema”. Além disso, já há casos registrados de surto dentro das celas. Segundo reportagem de Letícia Carvalho e Marília Marques, do G1, o risco de rebelião foi denunciado por um relatório da Gerência de Saúde do Sistema Prisional do Distrito Federal.

“Esclareço que desde fevereiro estamos enfrentando desabastecimento de alguns itens e já solicitamos providências […] e vários pacientes/internos estão em surto, causando instabilidade na massa carcerária, acarretando elevado risco de motim ou violência extrema”, consta no texto.

A Secretaria de Saúde confirmou que pelo menos seis medicamentos estão em falta, inclusive, na Ala de Tratamento Psiquiátrico (ATP). Mesmo assim, a pasta garante que os profissionais “acompanham constantemente os pacientes, monitorando cada caso”.

O complexo da Papuda ficou famoso por receber políticos envolvidos em escândalos de corrupção. Pela ala B do bloco 5 passaram Paulo Maluf, Luiz Estevão, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, e operador financeiro Lúcio Funaro e o ex-ministro Geddel Vieira Lima.