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04 de Abril de 2014, 10h32

FAO qualifica modelo venezuelano de combate à fome como exemplar

Segundo o organismo da ONU, as medidas adotadas na Venezuela, de maneira sistemática, no curto e longo prazo, foram fundamentais, não apenas “para colocar um prato de alimentos na mesa, mas por fazer isso de maneira sustentável"

Segundo o organismo da ONU, as medidas adotadas na Venezuela, de maneira sistemática, no curto e longo prazo, foram fundamentais, não apenas “para colocar um prato de alimentos na mesa, mas por fazer isso de maneira sustentável”

Por Leandra Felipe, correspondente da Agência Brasil* 

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) destacou ontem (3) que os esforços da Venezuela para erradicar a fome e a pobreza na região são “um exemplo mundial” a ser seguido.

Segundo o organismo da ONU, as medidas adotadas na Venezuela, de maneira sistemática, no curto e longo prazo, foram fundamentais, não apenas “para colocar um prato de alimentos na mesa, mas por fazer isso de maneira sustentável”, disse Raul Benítez, diretor da FAO para a América Latina.

Benítez representou a FAO em Caracas, capital venezuelana, em uma reunião com a Petrocaribe (Aliança Petrolífera comandada pela Venezuela). O tema do encontro foi a discussão de um plano de ação para erradicar a fome no Continente americano.

“O que a Venezuela faz se chama segurança alimentar. Isso é fruto de um esforço importante do governo venezuelano nos últimos anos”, acrescentou. Ele comentou que se mais países adotassem a política para erradicar a fome, a solução para o problema estaria bem encaminhada.

Mas ele disse que mesmo na América Latina e no Caribe a solução completa ainda não foi alcançada. “Infelizmente, na região ainda temos 40 milhões de pessoas com fome e, ainda que tenhamos avançado, mais que em qualquer outra parte do planeta, o único número que podemos aceitar é zero, que não existam pessoas com fome”, destacou.

Raul Benítez insistiu para que os governos da região tentem aprofundar e assegurar todos os processos para “enriquecer os grupos mais vulneráveis das nossas sociedades com programas de assistência direta e, paralelamente, implementar medidas que possam superar o problema da pobreza”.

O modelo venezuelano de segurança alimentar é subsidiado pela indústria petroleira do país e garante a venda de alimentos a preços muito baratos. Atualmente, o modelo sofre com dificuldades encontradas pelo governo para suprir a demanda. Há no país uma escassez de produtos básicos, tanto nas redes privadas quanto nos mercados estatais.

*Com informações da Agência Lusa e da Tv Multiestatal Telesur

Foto: http://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=User:Hrushi3030&action=edit&redlink=1