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10 de dezembro de 2018, 09h08

Federação dos bancos vê com “otimismo a agenda liberal” de Bolsonaro

Murilo Portugal, presidente da Febraban, disse ainda que concorda que há concentração no setor bancário no Brasil e prega autonomia do Banco Central.

Reprodução
Em entrevista a Maria Cristina Frias, na edição desta segunda-feira (10) da Folha de S.Paulo, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, afirmou que a instituição vê com “otimismo” as primeiras iniciativas do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). “(Vejo) com otimismo. O governo eleito tem uma agenda liberal. Ainda tem muita informação desencontrada, temos de esperar para ver implementadas as medidas”, afirmou. Ex-vice diretor-diretor geral do Fundo Monetário Internacional, Portugal disse ainda que os banqueiros esperam pela “autonomia” do Banco Central, uma das promessas de campanha de Bolsonaro e bandeira do futuro superministro da economia, Paulo Guedes....

Em entrevista a Maria Cristina Frias, na edição desta segunda-feira (10) da Folha de S.Paulo, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, afirmou que a instituição vê com “otimismo” as primeiras iniciativas do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

“(Vejo) com otimismo. O governo eleito tem uma agenda liberal. Ainda tem muita informação desencontrada, temos de esperar para ver implementadas as medidas”, afirmou.

Ex-vice diretor-diretor geral do Fundo Monetário Internacional, Portugal disse ainda que os banqueiros esperam pela “autonomia” do Banco Central, uma das promessas de campanha de Bolsonaro e bandeira do futuro superministro da economia, Paulo Guedes. “O Brasil é um dos únicos que não têm autonomia formal. O objetivo é isolar a política monetária do ciclo eleitoral, político. A experiência mostra que é uma boa experiência”.

Para Portugal, há concentração no setor bancário no Brasil, mas isso não afetaria as altas taxas de juros pagas pela população. “Concordamos que o setor bancário é concentrado no Brasil — é assim no mundo. É também o caso de todos os segmentos com uso intensivo de capital. Mas o grau de concentração é moderado, se comparado a outros. Além disso, não existe relação entre spread e concentração. Há 20 anos, havia mais bancos, e a diferença de juros era maior. Se focarmos só a competição, não resolvemos o spread bancário”, disse.

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