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14 de maio de 2019, 14h21

Feliciano critica Mourão e Santos Cruz: “Olavo (de Carvalho) é um gênio. E todo gênio é louco”

Para o deputado Marco Feliciano, vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, Mourão e Santos Cruz "minam a autoridade presidencial e tiram toda a sua fala de campanha, transformando o presidente em um estelionatário eleitoral"

Marco Feliciano e Bolsonaro (Reprodução)
Afinado novamente com Jair Bolsonaro, o deputado pastor Marco Feliciano (Podemos/SP) deu uma longa entrevista a Ranier Bragon, no site da Folha de S.Paulo nesta terça-feira (14), onde criticou duramente o vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), e o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, antes de rasgar elogios ao guru ideológico do clã Bolsonaro, Olavo de Carvalho. “Como sou pastor, sou contra palavrão. Mas você sabe que Olavo é um gênio. E todo gênio é louco. E Olavo não é bobo, sabe que se você falar assim ‘Você é uma pessoa muito interessante’, ninguém discute. Mas...

Afinado novamente com Jair Bolsonaro, o deputado pastor Marco Feliciano (Podemos/SP) deu uma longa entrevista a Ranier Bragon, no site da Folha de S.Paulo nesta terça-feira (14), onde criticou duramente o vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), e o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, antes de rasgar elogios ao guru ideológico do clã Bolsonaro, Olavo de Carvalho.

“Como sou pastor, sou contra palavrão. Mas você sabe que Olavo é um gênio. E todo gênio é louco. E Olavo não é bobo, sabe que se você falar assim ‘Você é uma pessoa muito interessante’, ninguém discute. Mas se falar ‘Ô seu filho daquilo’, todo mundo que está ao redor olha”, disse quando indagado se concorda com os palavrões desferidos pelo astrólogo para criticar a ala militar do governo.

Vice-líder do governo na Câmara, Feliciano fez questão de manifestar suas opiniões em diversos encontros recentes com Bolsonaro, que teria apenas sorrido e ficado em silêncio que, segundo ele, “é um grito que ensurdece outras pessoas”.

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Sobre Mourão e Santos Cruz, o pastor disse que eles “minam a autoridade presidencial e tiram do presidente toda a sua fala de campanha, transformando o presidente em um estelionatário eleitoral”.

Citando como exemplo a propaganda censurada do Banco do Brasil que, segundo ele, teria tido anuência de Santos Cruz, ele disse que o general “não sabe a ideologia do nosso presidente” e teria gastado R$ 17 milhões em um propaganda que “vai contra o pensamento da família brasileira”.

“O Santos Cruz não sabe a ideologia do nosso presidente. A questão da homofobia e outras coisas mais. O presidente sofreu processos por expor seu pensamento, e eu também. Ai vem o ministro Santos Cruz, que detém essa força toda da mídia [as propagandas mercadológicas das estatais não passam pela chancela do Poder Executivo, diz o governo] e gasta R$ 17 milhões numa propaganda que vai contra o pensamento da família brasileira?”.

Sobre a propaganda, Feliciano disse que ela “glamoriza” o homossexualismo.

“Foi a… a… seria colocar como… deixa eu achar a palavra certinha aqui… é você criar uma raça superior à raça normal. Porque o homem e a mulher não podem ser medidos do pescoço pra baixo. O que eu faço com o meu corpo, sexualmente falando, é uma coisa de foro íntimo meu. Quando uma estatal patrocina uma propaganda como essa, ela tá dizendo: “Isso é bonito”. Porque glamoriza esse ato”, disse, tentando explicar os motivos de não gostar da peça publicitária.

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Leia a entrevista na íntegra

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