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10 de junho de 2016, 09h46

Feliciano: “Não existe uma cultura de estupro”

"Moro em uma casa com seis mulheres: minha mãe, minha esposa, minha sogra, minhas três filhas. E sempre ensinei às minhas mulheres que deem respeito para que sejam respeitadas”, afirmou o deputado em audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara ontem (9).

“Moro em uma casa com seis mulheres: minha mãe, minha esposa, minha sogra, minhas três filhas. E sempre ensinei às minhas mulheres que deem respeito para que sejam respeitadas”, afirmou o deputado em audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara ontem (9)

Por Redação*

Durante audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, realizada ontem (9), o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) foi vaiado ao afirmar que “não existe uma cultura de estupro” no Brasil. Para ele, o que há é uma “geração delinquente” e uma “erotização precoce”.

“Cultura tem a ver com crença, arte, moral, lei e costumes. Não existe no nosso país uma religião que apoie o estupro, portanto não é crença. Não existe beleza no estupro, então não é arte. Não existe moral no estupro, e não há lei que apoie o estupro, tampouco o costume do estupro. Existe estupro? Existe. Existe no nosso país um bando de gente delinquente, sociopatas, psicopatas. Pessoas maltratadas no seio da sua família, com algum tipo de trauma”, disse.

Feliciano ressaltou ainda que cabe à família proteger as mulheres e que o Estado deve apenas observar “de longe” e intervir quando houver abusos. “Moro em uma casa com seis mulheres: minha mãe, minha esposa, minha sogra, minhas três filhas. E sempre ensinei às minhas mulheres que deem respeito para que sejam respeitadas”, afirmou sob fortes protestos da plateia.

* Com informações da Folha de S. Paulo

Foto de capa: TV Câmara