04 de dezembro de 2018, 17h07

Festival Arquivo em Cartaz homenageia Odete Lara e a Bossa Nova

O festival acontece de 7 a 14 de dezembro no prédio histórico e também no Cine Arte da Universidade Federal Fluminense. Confira a programação completa aqui

Foto: Divulgação

A quarta edição do Arquivo em Cartaz Festival Internacional de Cinema de Arquivo, promovido pelo Arquivo Nacional, que começa no próximo dia 7 e vai até 14 de dezembro, vai homenagear na sua edição deste ano a Bossa Nova e a atriz Odete Lara. O evento acontece dentro do prédio histórico e também no Cine Arte da Universidade Federal Fluminense.

O objetivo do festival é destacar a importância da preservação dos acervos cinematográficos, assim como incentivar o uso destes arquivos em novas produções. Além de exibir filmes restaurados e raros, o festival oferece oficinas dedicadas à preservação e tratamento de arquivos cinematográficos, atividade fundamental para a memória audiovisual brasileira.

Bossa Nova

A Bossa Nova, um dos mais importantes gêneros da música brasileira, ganha destaque nesta 4ª edição do festival. Seus 60 anos de história, seus principais personagens e suas músicas estarão presentes na programação. Odete Lara, atriz, cantora do movimento Bossa Nova e escritora brasileira, será homenageada com mostra especial de filmes em 35mm.

Serão apresentados mais de 50 filmes, entre curtas, médias e longas, nacionais e internacionais, em 45 sessões de cinema, divididas em mostras temáticas e competitiva e homenagens. Vários deles ainda sem data de lançamento, circulando apenas em Mostras e Festivais.

Durante a programação o festival promove as mostras: Competitiva, Acervos, Cinema no Pátio, Homenagem, Arquivo Faz Escola, Arquivos do Amanhã, Arquivo N (GloboNews) e Lanterna Mágica. Na ocasião, também haverá encontros e conversas com pesquisadores, além de oficinas dedicadas à preservação e realização de filmes, conservação de arquivos sonoros e tratamento técnico de arquivos audiovisuais.

O Arquivo em Cartaz acontece de 7 a 12 de dezembro no Cine Arte da Universidade Federal Fluminense e de 10 a 14 de dezembro no Arquivo Nacional.

Odete Lara  

Foto: Divulgação

Durante os anos 60 e 70 o cinema brasileiro teve o privilégio de contar com uma estrela de luz insuperável, dona de uma beleza sem igual, repleta de talentos múltiplos. Odete Lara nasceu em São Paulo, no dia 17 de abril de 1929, batizada como Odete Righi. Trabalhou em mais de 30 filmes, incluindo o sucesso Boca de Ouro, de Nelson Pereira, que está na programação do festival.  Converteu-se ao budismo aos 50 anos, dedicando-se a traduzir livros de monges orientais. Em 2002, ganhou um longa biográfico, o filme “Lara”, dirigido pela cineasta Ana Maria Magalhães, que será exibido na ocasião. Além de atuar com diretores e atores consagrados do cinema, ela fez carreira como escritora, tradutora e cantora. Faleceu em 4 de fevereiro de 2015, em Nova Friburgo no Rio de Janeiro.

 

Confira a programação

16:30h | 7 dez | Sex

MOSTRA HOMENAGEM ODETE LARA

Boca de Ouro

Direção: Nelson Pereira dos Santos

(103 min, 1963, Brasil)

Prepotente e cruel, Boca de Ouro manda arrancar todos os dentes perfeitos, substituindo-os por uma dentadura de ouro. Ele também cultiva o sonho de ser enterrado num caixão de ouro só para recompensar o trauma de ter nascido numa gafieira, e de ter sido abandonado pela mãe numa pia de banheiro. Boca de Ouro começa apresentando seu protagonista, que acabara de morrer assassinado. O repórter Caveirinha, designado para descobrir a verdadeira história do marginal, vai entrevistar sua ex-amante, Guigui, que conta três diferentes versões da vida do bicheiro. Em todas elas, estão envolvidos Leleco, um malandro desempregado, sua mulher, Celeste e três ricaças.

Cine Arte da UFF

16:30h | 8 dez | Sáb

MOSTRA HOMENAGEM ODETE LARA

O Princípio do Prazer

Direção: Luiz Carlos Lacerda

(90 min, 1979, Brasil)

Otávio, Mário, Norma e Ana vivem uma existência à parte, isolados das demais pessoas da cidade. Um mistério maior cerca a vida dos irmãos e talvez seja a causa do equilíbrio desse estranho relacionamento: a criação de um ser em cativeiro, numa das dependências da fazenda. A chegada de Álvaro, um novo empregado, vai desencadear o medo de que o mistério chegue ao conhecimento dos habitantes da cidade.

Cine Arte da UFF

16:30h | 9 dez | Dom

MOSTRA HOMENAGEM ODETE LARA

Lara (107 min, 2002, Brasil)
Direção: Ana Maria Magalhães

Lara era uma criança triste e solitária, após a morte de sua mãe por suicídio. Na adolescência viveu em uma pensão modesta com seu pai, Francesco, um imigrante italiano. Ao crescer e se tornar atriz ela passa a viver com Guima, um dramaturgo que teve sua peça teatral censurada pelo governo. Após a liberação da peça ela é montada com Lara no elenco, mas logo depois ela e Guima se separam. Em busca da ascensão profissional, ela se dedica totalmente à carreira e acaba sendo premiada como a melhor atriz do ano, até descobrir que o sucesso artístico não a fizera feliz como almejava ser.

Cine Arte da UFF

16:30h | 10 dez | Seg

RETROSPECTIVA – MOSTRA COMPETITIVA

Chamas de Nitrato

Direção: Mirko Stopar

(63 min, 2014, Noruega/Argentina)

Cine Arte da UFF

Através do clássico “O Martírio de Joana D’arc” (1928), de Carl Theodore Dreyer, o documentário mostra a tragetória da protagonista do filme, atriz Renée Falconetti, conhecida também como Maria Falconetti, desde sua ascensão em Paris nos anos 1920 até seu esquecimento em Buenos aires em 1940.

 19:30 | 10 dez | Seg

Abertura oficial

Homenagem Odete Lara

Retratos Brasileiros: Odete Lara

Direção: Antonio Carlos da Fontoura

Brasil – Doc – 25 min – 2010

Nesta bem-humorada revisão que faz da sua trajetória em nosso mundo, Odete Lara revela toda sua a autenticidade e lucidez diante das câmeras.

Mostra Acervos

Arquivo Nacional – O que é que o Arquivo Tem

Bossa Nova: um retrato em branco e preto

Filme de Arquivo, digital, P&B,15 min, 2018, Brasil

Direção: Ana Moreira. Realização: Arquivo Nacional

Filme realizado a partir de uma seleção de documentos audiovisuais preservados pelo Arquivo Nacional, que pretende sintonizar o espectador com a atmosfera desse movimento      musical nascido em berço carioca, na segunda metade da década de 1950, batizado de Bossa Nova.

CTAv – Centro Técnico Audiovisual

O tempo e o som”

Documentário, digital, P&B, 12 min, 1970, Brasil

Direção: Walter Lima Jr., Bruno Barreto

A bossa nova através de seus principais compositores: Tom Jobim, João Gilberto, Johnny Alf, Carlos Lira, Menescal, Bôscoli, Vinícius de Moraes, Baden, Caetano e Gil.

Cinemateca Brasileira

Vinícius de Moraes – Música, Poesia e Amor”

Documentário, digital, cor, 9 min, 1995, Brasil

Direção: Fernando Sabino e David Neves

Vinícius de Moraes (1913-1980) em sua fase baiana, flagrado ao lado de Toquinho, Maria Creuza, Aloysio de Oliveira, a mulher Gesse e do inseparável copo de uísque, sob o disque-disque dos coqueirais de sua idílica Itapoã. Fala de suas características poéticas (o pronome da primeira pessoa vem sendo, pouco a pouco, substituído pela terceira) e assume as influências de Rimbaud, Baudelaire, Verlaine e Manuel Bandeira. O filme mostra Vinícius acompanhando-se sozinho ao violão em sambas de sua lavra, como Quando tu passas por mim.

Cinemateca do MAM

Bossa Nova

Documentário, digital,  P&B, 18 min, 1963, Brasil

Direção: Carlos Hugo Christensen

Em seguida haverá um coquetel de abertura

10h | 11 dez | Ter

CINEMA E EDUCAÇÃO, UM DIÁLOGO POSSÍVEL

Discutir o emprego da linguagem audiovisual como meio pedagógico. Avaliar como o cinema pode ser compreendido a partir de suas dimensões cognitivas relacionadas ao instrumento da cinematografia como sendo um meio eficaz de comunicação, expressão e arte, e ser abordado como objeto de conhecimento, meio de comunicação, meio de expressão, arte e sentimentos.

Convidados:

Adriana Mabel Fresquet – Professora associada da Faculdade de Educação

UFRJ/ RJ.

Douglas Resende – Documentarista e professor adjunto do Departamento de Cinema e Audiovisual da UFF/ RJ.

Regina de Assis – Diretora de Educação, Comunicação e Cultura da Roquette Pinto Comunicação Educativa/ RJ.

Mediação: Eliany Salvatierra Machado (UFF/ RJ)

 14h | 11 dez | Ter

MOSTRA ARQUIVO N

Há quase 20 anos o programa Arquivo N, da GloboNews, procura resgatar, por meio de materiais de arquivo e depoimentos, os fatos e as personalidades que se destacaram na história brasileira e mundial, mostrando diferentes momentos e tratando de temas como política e cultura.

Os 70 anos do vinil

Direção: Luciana Savaget
(21 min, 2018, Brasil)

Há 70 anos, o long play, ou LP, nascia para substituir os discos de 78 rotações. Depois, vieram a fita cassete, o CD, o pendrive e outras mídias. Mas os ouvidos mais atentos ainda sentem falta do chiado característico do clássico bolachão.

15h | 11 dez | Ter

 MOSTRA COMPETITIVA

CURTAS 1 (57 min total):

– Olhares (9 min, Brasil, 2017)

– Experimento desde el occidente nº 1 (6 min, 2017, Argentina/Peru)

– MAM – 60 anos em 10 minutos (10 min, 2018, Brasil)

– Kamiokande (10 min, 2017, Brasil)

– Landscape for a person (8 min, 2016, Argentina)

– Arara: um filme sobre um filme sobrevivente (14 min, 2017, Brasil)

Olhares

Direção: Patricia Machado

Brasil – Doc – 9 min – 2017

Diversas manifestações populares encheram as ruas do Rio de Janeiro ao longo 1968, até a decretação do AI5. O que guardam as imagens dos olhares daqueles que seguravam a câmera e de quem atravessava os seus caminhos?

Experimento desde el occidente nº1

Direção: Yaela Gottlieb

Argentina/Peru – Doc – 6 min – 2017

Dois irmãos reconstróem uma possível memória familiar a partir de fotografias encontradas. Experimentos desde o ocidente nº1 é o primeiro trabalho da série Experimentos desde el occidente/oriente.

MAM – 60 anos em 10 minutos

Direção: Cavi Borges e Christian Caselli

Brasil – Doc – 10 min – 2017

O curador-adjunto e conservador-chefe da Cinemateca do MAM, Hernani Hefnner, narra em sucintos 10min a trajetória de tal estabelecimento fundamental para a arte brasileira.

Kamiokande

Direção: Fernanda Vogas e Xabier Monreal

Brasil – Exp – 10 min – 2017

Kamiokande é divido em três atos. Trata-se de uma experimentação contra os meios de destruição, onde o repouso visual (tela preta), marca igualmente o estado absoluto do movimento, e o coro de vozes não humanas, marca singularmente o silêncio dos sobreviventes.

Landscape for a person

Direção: Florencia Levy

Argentina – Exp – 10 min – 2016

O filme Landscape for a person traça um caminho através de diferentes locais em uma sequência de imagens. Locais como pano de fundo para uma história que escapa de sua representação possível, construindo uma camada invisível de significado entre a imagem e a história.

Arara: um filme sobre um filme sobrevivente

Direção: Lipe Canêdo

Brasil – Doc – 14 min – 2017

Em 2012, Rodrigo Piquet, do Museu do Índio, mostra a Marcelo Zelic, do grupo Tortura Nunca Mais, um filme que encontrara, chamado Arara. O título não se referia ao animal, nem ao povo conhecido por esse nome. Zelic o aponta como importante registro probatório sobre o ensino de tortura durante a ditadura militar. Eram imagens da formatura da Guarda Rural Indígena, em Belo Horizonte, produzidas pelo indigenista Jesco Von Puttkamer em 1970.

16h | 11 dez | Ter

MOSTRA COMPETITIVA
LONGA 1

Solitary Land

Direção: Tiziana PanizzaMacarena Fernández

107 min, 2017, Chile

Solitary Land constrói uma imagem inesperada da famosa e misteriosa Ilha de Páscoa, mostrando imagens de expedições científicas quase centenárias e a vida em uma prisão local.

16:30h| 11 dez | Ter

RETROSPECTIVA – MOSTRA COMPETITIVA

Torquato Neto – Todas as horas do fim

87 min, 2017, Brasil

Direção: Eduardo Ades e Marcus Fernando

Torquato Neto (1944-1972) vivia apaixonadamente as rupturas. O poeta piauiense atuava em múltiplas frentes “ no cinema, na música, no jornalismo “ e participou ativamente da revolução que mudou os rumos da cultura brasileira nos anos 60 e 70. Foi um dos letristas mais ativos da Tropicália, parceiro de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Jards Macalé. Engajou-se na arte marginal, com Waly Salomão, Ivan Cardoso e Hélio Oiticica. Suicidou-se no dia de seu aniversário de 28 anos.

18h | 11 dez | Ter

MOSTRA COMPETITIVA

LONGA 2

Em nome da América

Direção: Fernando Weller

(96 min, 2017, Brasil)

A controversa presença de milhares de jovens norte-americanos no Nordeste brasileiro na década 1960, participantes do programa de voluntariado Peace Corps (Corpos da Paz) é o tema central do documentário. Através de testemunhos, vasto material de arquivo e documentação histórica, “Em nome da América” traz à tona as contradições entre a política exterior norte-americana inaugurada por Kennedy e as motivações dos voluntários, que se viram atônitos diante das mazelas de uma região marcada pela fome e pela violência. O golpe militar de 1964 no Brasil, a Guerra do Vietnã, assim como a infiltração da CIA na América Latina completam o cenário e revelam o temor das elites e dos governos de que o Nordeste brasileiro se tornasse uma “nova Cuba”.

19:30 | 11 dez | Ter

MOSTRA CINEMA NO PÁTIO

Rindo à toa: Humor sem limites

Direção: Claudio Manoel, Álvaro Campos e Alê Braga

(102 min, 2018, Brasil)

O filme retrata o período em que o humor nacional teve menos limites (1986-2003). Da descompressão do fim da censura militar até a quase inexistência do “politicamente correto” que a internet amadureceria nos anos 2000, uma nova geração de artistas, como Laerte, Marcelo Tas, Pedro Cardoso, Premê, Cláudio Paiva, Bussunda e outros explode criando novas  linguagens de TV, teatro, música e humor gráfico, revolucionando e obtendo prazer em chocar. Um filme fundamental para pensar os limites do humor de hoje.

10h | 12 dez | Qua

Sessão ARQUIVO FAZ ESCOLA

Uma noite em 67

Direção: Renato Terra e Ricardo Calil

(93 min, 2010, Brasil)

Documentário sobre a noite de 21 de outubro de 1967, quando aconteceu a final do III Festival da Música Popular Brasileira, transmitido pela TV Record. A noite se tornou um marco para a Música Popular Brasileira com a apresentação de músicas que conhecemos até hoje por sua importância para a cultura musical brasileira. Os festivais ajudaram a consolidar grandes nomes do MPB, como Gilberto Gil, Geraldo Vandré, Jair Rodrigues e Elis Regina.

Palestrante convidado: Rafael Barbosa Julião

Professor de literatura brasileira da UFRJ, coordenador do Núcleo de Estudos da Canção, que integra o Polo de Arte e Cultura Contemporânea da UFRJ.

10h | 12 dez | Qua

Mesa: Bossa Nova e Memória

Pensar a memória e a história da bossa nova significa não só voltar ao Rio de Janeiro do final da década de 1950 e seus jovens compositores e intérpretes, mas também retomar conceitos e noções caras ao campo teórico da memória como lugar de representação, de reinscrições e do entendimento da própria cultura como memória.

Convidados:

Enrique Menezes – Pesquisador da USP/ SP.

Ricardo Cravo Albim – Jornalista, historiador, escritor e pesquisador de MPB/ RJ.

Walter Garcia da Silveira Júnior – Professor de Música do Instituto de Estudos Brasileiros USP/SP.

Mediação: Maria do Carmo Teixeira Rainho (Arquivo Nacional)

14h | 12 dez | Qua

 MOSTRA ARQUIVO N

Os 90 anos de Tom Jobim

Direção: Luciana Savaget
(21 min, 2017, Brasil)

O Arquivo N revisita a vida e a obra de Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o Tom Jobim. E homenageia o maestro, que completaria 90 anos no dia 25 de janeiro. Foi ele quem idealizou ‘Garota de Ipanema’, junto com seu parceiro Vinicius de Moraes – música que chegou a ombrear com as dos Beatles a disputa pelo título da mais tocada no mundo.

15h| 12 dez | Qua

MOSTRA COMPETITIVA

CURTAS 2 (55 min total):

– Le bonheur absolu (7 min, 2017, França)

– Um jardim singular (15 min, 2017, Brasil)

– Os motivos de Reinaldo (9 min, 2018, Portugal)

– Minha avó é uma fotografia (16 min, 2018, Brasil)

– Mating Games (8 min, 2017, Estados Unidos)

Le bonheur absolu

Direção: Pedro Labaig

França – Fic – 7 min – 2017

Um pesquisador é enviado a uma sociedade cujos homens parecem estar sempre felizes. Sua missão: compreender esse estranho fenômeno.

Um jardim singular

Direção: Monica Klemz

Brasil – Doc – 15 min – 2017

O ritmo da vida e a consequente diminuição das relações interpessoais; a globalização; a virtualização das relações; violência, levam ao consequente esvaziamento de espaços públicos, destinados ao lazer, ao descanso e ao exercício do ser político. O filme, passeia por um jardim histórico, nascido no Brasil Império escravocrata, berço da primeira República, tombado como patrimônio histórico, no meio do caos urbano e a forma como as pessoas interagem com ele e como o jardim se desdobra em múltiplas facetas, do globalizante ao singular.

Os motivos de Reinaldo

Direção: Ricardo Vieira Lisboa

Portugal – Exp – 9 min – 2018

Em 1927, Reinaldo Ferreira, o conhecido jornalista e escritor que assinava como Repórter X, fundou a produtora de cinema Repórter X Film a partir da qual realizou, nesse mesmo ano, quatro filmes. Entre eles “O Táxi no. 9297” e “Rita ou Rito?” onde, pela primeira vez, se figurou de forma explícita no cinema português a homossexuaidade, o travestismo e o consumo de drogas pesadas. Este ensaio audiovisual foca- -se nas recorrências da obra cinematográfica de Reinaldo Ferreira. Uma encomenda da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema onde procurei brincar com estas recorrências de modo simultaneamente didático e dessacralizado. Isto porque o exercício do ensaio audiovisual é um onde a desfragmentação da obra está intima- mente ligada à ideia de jogo infantil (da criança que destrói o brinquedo preferido).

Minha avó é uma fotografia

Direção: Monica Nitz

Brasil – Doc – 16 min – 2018

Minha Avó é uma fotografia, romance que começou em agosto e uma busca por memórias acerca de um acervo fotográfico. Filme-ensaio autobiográfico, feito a partir do acervo de fotografias da família. Diante deste acervo, me percebi desvendando uma rede social da época, de paisagens à personagens e dedicatórias, que trazem à tona um instigante cenário que monta uma teia de relações, ao redor da fotografia da minha avó. Talvez, você compartilhe comigo desta radical mudança do registro e disseminação da imagem.

Mating Games

Direção: Courtney Stephens e KJ Relth

EUA – DOC – 8 min – 2017

Mating Games usa filmes caseiros feitos em Muscle Beach no início dos anos 60 para retratar as primeiras formas de exibicionismo público, a cultura de saúde da Califórnia e as relações de gênero do passado. As filmagens pertencem à coleção de Russell M Saunders, um entusiasta da saúde e dublê de Hollywood. Suas acrobacias aparecem em filmes como o clássico Western SHANE, e ele foi um modelo para o Cristo de São João da Cruz de Salvador Dali.

 16h | 12 dez | Qua

 MOSTRA COMPETITIVA

LONGA 3

Robar Rodin

Direção: Cristóbal Valenzuela Berríos

(80 min, 2017, Chile)

Em junho de 2005 uma escultura milionária de Auguste Rodin foi roubada da Museu Nacional de Belas Artes do Chile. No dia seguinte, um jovem estudante de arte devolve a peça desaparecida, alegando que o roubo fazia parte de um projeto artístico contemporâneo de sua autoria. Anos depois, o episódio é reconstruído através de relatos de advogados, artistas, críticos de arte e, até mesmo, do “criminoso” confesso.

16:30h | 12 de dez | Qua 

RETROSPECTIVA – MOSTRA COMPETITIVA

Menino 23: Infâncias perdidas no Brasil

Direção: Belisário Franca

(1h20 min, 2016, Brasil)

A partir da descoberta de tijolos marcados com suásticas nazistas em uma fazenda no interior de São Paulo, o filme acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar e a descoberta de um fato assustador: durante os anos 1930, 50 meninos negros e mulatos foram levados de um orfanato no Rio de Janeiro para a fazenda onde os tijolos foram encontrados.

18h | 12 dez | Qua

MOSTRA COMPETITIVA

LONGA 4

O desmonte do Monte

Direção: Sinai Sganzerla

(85 min, 2017, Brasil)

O documentário O Desmonte do Monte aborda a história do Morro do Castelo, seu desmonte e arrastamento. O Morro do Castelo, conhecido como “Colina Sagrada”, foi escolhido pelos colonizadores portugueses para ser o local das primeiras moradias e fundação da cidade do Rio de Janeiro. Apesar de sua importância histórica e arquitetônica, o morro foi destruído por reformas urbanísticas com o intuito de “higienizar” a cidade e também de promover a especulação imobiliária.

19:30 | 12 dez | Qua

MOSTRA CINEMA NO PÁTIO

Erlon Chaves: O Maestro do Veneno! 

Direção: Alessandro Gamo

(Documentário, 72 min, 2018, Brasil)

De garoto prodígio das Rádios Associadas a um dos mais requisitados e modernos arranjadores do Brasil e criador da Banda Veneno, Erlon Chaves influenciou a música brasileira do Samba-Jazz ao Samba-Rock. Neste documentário musical, acompanhamos sua meteórica trajetória, as marcas que Erlon deixou na indústria fonográfica, na televisão e no cinema, além da censura e do preconceito racial que enfrentou.

10h| 13 dez | Qui

Sessão ARQUIVO FAZ ESCOLA

Filhos de João, admirável mundo novo baiano

Direção: Henrique Dantas

(76 min, 2009, Brasil)

O documentário conta a história do grupo musical Novos Baianos, e se concentra em um dos períodos mais férteis e efervescentes da produção musical brasileira – os anos 60 e 70. Foi neste período que João Gilberto começou a conviver com os Novos Baianos, tornando-se uma espécie de guru. Com extrema sensibilidade e absoluta despretensão, transformou a mentalidade daqueles jovens irreverentes e mudou o rumo da MPB.

Palestrante convidado: Bernardo Carvalho Oliveira

Professor da Faculdade de Educação da UFRJ, pesquisador, produtor, crítico de música e cinema.

10h | 13 dez | Qui

ENCONTRO DE PESQUISADORES DE AUDIOVISUAL

Roda de conversa entre pesquisadores de audiovisual, inaugurando um fórum privilegiado para troca de experiências sobre o acesso aos acervos, descobertas e desafios encontrados durante o processo de pesquisa.

Convidados:

Gabriel Bernardo – produtor de conteúdo e pesquisador iconográfico/ RJ

Isabela Mota – pesquisadora/ RJ

Laís Rodrigues – Pesquisadora de arte e de conteúdo para filmes, óperas, livros e exposições de arte/ RJ

Patrícia Pamplona – Pesquisadora iconográfica e escritora/ RJ

Priscila Serejo – Pesquisadora / RJ

Mediação: Antonio Laurindo – Arquivo Nacional

 14h | 13 dez | Qui

 MOSTRA ARQUIVO N

Arquivo N comemora os 85 anos do músico João Gilberto

Direção: Luciana Savaget

(23 min, 2016, Brasil)

O cantor e compositor baiano transformou a música brasileira com um banquinho e um violão. O Arquivo N comemora os 85 anos dele contando sua trajetória e trazendo vários depoimentos, como os do jornalista Nelson Motta; do estudioso Walter Garcia; e de sua amiga e ex-mulher, a cantora Miúcha.

 15h | 13 dez | Qui

MOSTRA COMPETITIVA

MÉDIAS 1

Cemitério Parque (35 min, 2018, Brasil)

Em 1965, o Governador do Estado da Guanabara Carlos Lacerda, em solenidade no Parque Lage, decreta o seu tombamento. Roberto Marinho, presidente das Organizações GLOBO, um dos proprietários do terreno, é contrariado no seu interesse de transformá-lo em um cemitério, segundo denúncia do político. O realizador do filme, na época adolescente, assiste ao evento e passa a narrar, na sua visão, os acontecimentos do conturbado momento político das décadas de 1950/1970 e o reflexo no seu dia-a-dia, do golpe de 1964 ao martírio de Frei Tito de Alencar, que resultou no seu suicídio em 1974.

Memórias de um Rio Fabril

Direção: Thais Blank, Isabel Joffily e Paulo Fontes

Brasil – Doc – 25 min – 2017

Três fábricas do Rio de Janeiro mostram a força do passado industrial e a sua importância para a memória social carioca. Cada uma delas teve um destino após o fechamento, mas todas são capazes de falar sobre a cidade na qual nasceram e morreram.

 16h | 13 dez | Qui

MOSTRA COMPETITIVA

LONGA 5

Carvana

Direção: Lulu Corrêa

(104 min, 2018, Brasil)

Hugo Carvana, exímio contador de histórias, é o narrador de sua própria história em Carvana. É sua voz inconfundível que pontua uma história de 60 anos de carreira, mais de cem filmes e inúmeras novelas, contada por ele em entrevistas colhidas desde os  anos  1970. Sobre as imagens, a voz de Carvana, cantarolando um samba canção, orientando um ator e provocando gargalhadas no set ou contando um de seus muitos causos nas inesquecíveis reuniões de elenco, verdadeira carpintaria do artista. Uma história de vida, uma linha do tempo do cinema brasileiro pontuada por acontecimentos que nos marcaram nas últimas décadas.

18h | 13 dez | Qui

MOSTRA COMPETITIVA

LONGA 6

Candeia

Direção: Luiz Antonio Pilar

(97 min, Brasil, 2018)

Um filme documentário sobre a vida e obra do compositor Antonio Candeia Filho, o Candeia. Tem como objetivo perpetuar o pensamento questionador de CANDEIA, além de realizar uma revisão, distante do calor do tempo, de suas reflexões e pensamentos. CANDEIA irá, acima de tudo, apresentar ao público, principalmente os jovens, a luta deste ícone da cultura nacional pela cultura negra e por sua própria filosofia de vida.

19:30h | 13 dez | Qui

MOSTRA CINEMA NO PÁTIO

SOM, SOL & SURF – SAQUAREMA

Direção: Hélio Pitanga

(Documentário, 82 min, 2018, Brasil)

Em 1976, o produtor e jornalista Nelson Motta estava decidido a organizar um grande festival na praia, em Saquarema (RJ). A ideia era juntar grandes nomes do então emergente rock nacional para gravar um disco e um filme sobre o evento. Angela Ro Ro, Raul Seixas, Made in Brazil, Rita Lee & Tutti Frutti, entre outros, se revezaram no palco em atuações antológicas. Mas o dinheiro acabou, o projeto ficou só no show e o material filmado sumiu. Até hoje. Baseado no material filmado em 16mm por Gilberto Loureiro, o diretor Hélio Pitanga resgata esses dias de rock, surfe e muita loucura.

10h| 14 dez| Sex

Sessão ARQUIVOS DO AMANHÃ

Mostra exibe material audiovisual produzido por crianças e jovens de 10 a 24 anos que documentam eventos, fatos, lugares, costumes ou tradições significativas do seu tempo e servem como memória audiovisual para os arquivos futuros.

Mulher cidadã

Direção: Alunos do E.M. GEO Nelson Prudêncio, orientados por Cristiane Brandão, Marco Antonio e Vanessa Matos.

RJ – Doc – 2 min – 2018

O papel da mulher é ela escolher o seu papel, andar de cabeça erguida, ter dignidade e ser cidadã. Alunos do GEO Nelson Prudêncio abordam neste curta o sentimento de alegria que se reprime pelo assédio, a amizade que oprime pelo olhar e cantam a necessidade de serem respeitadas.

Morte e vida severina – Trechos

Direção: Carla Ribeiro Rodrigues

RJ – Doc – 8 min – 2017

Recortes do poema Morte e Vida Severina realizado por alunos da E.M. Primário Paralímpiadas Rio 2016

Chapéuzinho Vermelho em Libras

Direção: Daniela Martins e Indaiara Peters

RJ – Doc – 3 min – 2018

Baseado no conto infantil, alunos recontam a história com interpretação em Libras. Esta atividade foi apresentada a toda a comunidade escolar no Dia Nacional do Surdo, proporcionando familiarização com a língua brasileira de sinais, garantindo um espaço de inclusão social.

14h | 14 dez | Sex

MOSTRA OFICINA LANTERNA MÁGICA

Exibição dos filmes realizados pelos alunos da Oficina Lanterna Mágica.

A Oficina de Criação de Filmes Lanterna Mágica nasceu da percepção da importância de incentivar a utilização de imagens de arquivo como fonte de inspiração artística e conhecimento científico. A partir de uma seleção de filmes sob a guarda do Arquivo Nacional, os alunos da oficina, participam de discussões teóricas e experimentações práticas para produzir uma obra final elaborada e realizada em pequenos grupos. Na edição de 2018, as aulas foram ministradas por Aline Torres, Antônio Laurindo, Cadu Marconi, José Carlos Faria, José Quental, Patrícia Machado e Viviane Gouvêa.

Os filmes resultantes da atividade concorrem entre si na Mostra Oficina de Criação de Filmes Lanterna Mágica, inseridos na grade de programação do festival, nas categorias júri oficial e júri popular. Os filmes vencedores receberão o Troféu Batoque. O melhor filme segundo a comissão julgadora será também premiado com até 10 minutos de imagens em movimento do acervo do Arquivo Nacional.

Júri Oficial da Mostra Oficina Lanterna Mágica

Ana Moreira

Bacharel em Comunicação Social, com formação em jornalismo e editoração, participou de inúmeros projetos de pesquisa, edição e direção de vídeos documentários na Fundação Nacional de Artes, no Centro Técnico Audiovisual e no Arquivo Nacional.

Thaís Blank

Professora da Escola de Ciências Sociais da FGV e da Pós-graduação em Cinema e Documentário da Fundação Getúlio Vargas. É coordenadora do Núcleo de Audiovisual e Documentário do CPDOC. Em 2015, defendeu a tese de doutorado Da tomada à retomada: origem e migração do cinema doméstico brasileiro (1920-1965), pela Université Paris 1 Panthéon – Sorbonne e pela UFRJ.

Vanessa Rocha

Artista visual & arquivista, mestranda em Memória Social da Unirio, trabalhou com conservação de acervos audiovisuais e arquivos permanentes. Participou de alguns festivais de cinema como Arquivo em Cartaz, Curta 8 – festival internacional de cinema em super 8 e Festival do Rio.

15h | 14 dez | Sex

MOSTRA COMPETITIVA

MÉDIAS 2

5105 História de uma fuga de Mathausen

Direção: Diego González

Espanha – doc – 30 min – 2017

Em 1942, três prisioneiros criaram um plano para escapar de Mauthausen. Até este momento, ninguém poderia escapar vivo do campo de extermínio alemão.

Sem título #4: Apesar dos pesares, na chuva há de cantares

Direção: Carlos Adriano

Brasil – EXP – 29 min – 2018

Choves; mas ainda assim, canta.

16h | 14 dez | Sex

MOSTRA COMPETITIVA

MÉDIAS 3

– Rey, ciência em defesa da vida (47 min, Brasil, 2018)

– A armadilha de Carmem Miranda (19 min, Brasil, 2017)

– Magalhães (23 min, Brasil, 2018)

– FotogrÁFRICA (25 min, Brasil, 2016)

Rey, ciência em defesa da vida

Direção: Marina Saraiva e Wagner de Oliveira

Brasil – Doc – 47 min – 2018

Em 26 de março de 1918, nascia um homem que seria dono de feitos extraordinários, alguns deles em meio a um período sombrio da história brasileira, a Ditadura Militar. Seu meio século de profissão exercido em três continentes, suas oito publicações, assim como o prêmio Jabuti de Literatura, a consultoria na Organização Mundial da Saúde (OMS) e seus desbravamentos no coração da floresta amazônica para levar saúde e qualidade de vida a populações miseráveis, dentre muitas outras ações, tornaram Luis Rey um dos mais respeitados parasitologistas do país e do mundo.

A armadilha de Carmem Miranda

Direção: Ney Costa Santos

Brasil – Doc – 19 min – 2017

Monólogo interior de Carmen Miranda que se inicia em seu desembarque no Rio de Janeiro em dezembro de 1954, para tratamento de saúde, até sua volta à Los Angeles em abril de 1955.

Magalhães

Direção: Lucas Lazarini

Brasil – Doc – 23 min – 2018

Nas eleições municipais de 1992, Magalhães Teixeira é eleito prefeito de Campinas, e sua campanha televisiva compõe o acervo do prefeito. Filme-arquivo, sobre um político em campanha, os embaraços de sua equipe de filmagem e eleitores desconfiados em meio ao impeachment do presidente Collor.

FotogrÁFRICA

Direção: Tila Chitunda

Brasil – Doc – 25 min – 2016

Por meio de um mural de fotografias, Tila Chitunda recria a trajetória de sua família que precisa deixar Angola e se refugiar em Olinda no final da década de 1970 por causa de uma guerra civil.  Dividida entre as memórias da família e as manifestações de origem africana que ela encontra em Pernambuco, sua terra natal,  a diretora  única filha brasileira desta família, vai em busca de suas raízes.

18h | 14 dez | Sex

MOSTRA COMPETITIVA

LONGA 7

Mussum, um filme do cacildis

Direção: Suzanna Lira

(71 min, Brasil, 2018)

“Mussum – Um filme do Cacildis” é um documentário que conta a trajetória do músico e comediante Mussum. Primeiro como vocalista do grupo Os Originais do Samba e depois no cinema e na TV, como integrante do humorístico Os Trapalhões, grupo que revolucionou a forma de fazer humor na teledramaturgia brasileira. Com trilha original de Pretinho da Serrinha, o filme vai revelar, de forma irreverente, quem foi esse artista que brilhou por diversas áreas das artes brasileiras e que continua presente até hoje como um ícone pop.

19:30h | 14 dez | Sex

PREMIAÇÃO

FESTA DE ENCERRAMENTO COM DJ

Serviço

Centro de Artes UFF

Endereço: Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói – RJ

Telefone: (21) 3674-7515

 Grátis

Arquivo Nacional

 Praça da República, 173 – Centro

Telefone: (21) 2179-1228

Estacionamento grátis sujeito a lotação com entrada pela Rua Azeredo Coutinho, 77.

Em caso de chuva as sessões ao ar livre serão exibidas no auditório do Arquivo Nacional.

Grátis