11 de agosto de 2017, 07h14

FHC defende eleições antecipadas por Temer

Fernando Henrique Cardoso disse ainda concordar com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, de que existe uma "operação abafa" contra a Lava-Jato.

Fernando Henrique Cardoso disse ainda concordar com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, de que existe uma “operação abafa” contra a Lava-Jato.

Da Redação*

Ao ser questionado sobre a situação do presidente Michel Temer, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que, em seu lugar, pediria a antecipação das eleições presidenciais:

— Um país do porte do Brasil, não pode se dar ao luxo de derrubar um presidente a cada seis meses. Se eu estivesse no lugar dele, e ainda bem que não estou, porque é horrível, anteciparia as eleições para ter mais aceitação da sociedade. Se ele acha que não tem que fazer isso, temos que ir para 2018.

FHC disse ainda concordar com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, que exista uma “operação abafa” contra a Lava-Jato.

Para ele, porém, essa tentativa de se livrar das denúncias de corrupção não deve prosperar devido à atuação dos órgãos de investigação, da Justiça e da imprensa. Durante debate em um jantar de uma empresa de arquitetura em São Paulo, na noite desta quinta-feira, FH afirmou, ainda, que o candidato ideal para a presidência em 2018 será alguém capaz de encarnar uma mensagem de coesão para uma sociedade fragmentada.

— Você tem dúvida (de que há uma operação abafa)? — perguntou o ex-presidente ao mediador do debate, Carlos Alberto Sardenberg, completando, na sequência: — Há tentativas de abafar, mas dificilmente vão ter sucesso.

Na última quinta-feira, após a votação na Câmara dos Deputados que livrou o presidente Michel Temer de uma investigação por corrupção, o ministro Barroso declarou que a “operação abafa” contra a corrupção é uma “realidade ostensiva”.

Enquanto o PSDB trava discussões sobre quem deve ser o candidato do partido no ano que vem, FH afirma que o nome ideal para a eleição não deve ser alguém com “ideia fixa” de ser presidente e que encarne uma mensagem de coesão.

— O que a gente precisa hoje é de uma mensagem de coesão. E de alguém que seja capaz de ‘fulanizar’ essa mensagem, alguém que não seja exclusivionista. Agora, se as pessoas vão acreditar nessa mensagem? Não sei.

*Com informações da Folha

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil