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28 de janeiro de 2017, 12h41

Fifa quer mudar a história do futebol

Para a FIFA, o Santos de Pelé, Flamengo de Zico, São Paulo, de Telê Santana e o Grêmio de Renato Gaúcho não foram campeões do mundo. O novo presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), o ítalo-suíço Gianne Infantino, disse que apenas os vencedores a partir de 2000 são campeões oficiais.

Para a FIFA, o Santos de Pelé (foto), Flamengo de Zico, São Paulo de Telê Santana e o Grêmio de Renato Gaúcho não foram campeões do mundo.  O novo presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), o ítalo-suíço Gianne Infantino, disse que apenas os vencedores a partir de 2000 são campeões oficiais. Da Redação Para a FIFA, o Santos de Pelé (foto), Flamengo de Zico, São Paulo de Telê Santana e o Grêmio de Renato Gaúcho não foram campeões do mundo.  O novo presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), o ítalo-suíço Gianne Infantino, declarou à imprensa nesta sexta-feira (27),...

Para a FIFA, o Santos de Pelé (foto), Flamengo de Zico, São Paulo de Telê Santana e o Grêmio de Renato Gaúcho não foram campeões do mundo.  O novo presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), o ítalo-suíço Gianne Infantino, disse que apenas os vencedores a partir de 2000 são campeões oficiais.

Da Redação

Para a FIFA, o Santos de Pelé (foto), Flamengo de Zico, São Paulo de Telê Santana e o Grêmio de Renato Gaúcho não foram campeões do mundo.  O novo presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), o ítalo-suíço Gianne Infantino, declarou à imprensa nesta sexta-feira (27), que apenas os vencedores dos torneios a partir de 2000 são “considerados oficialmente pela Fifa como campeões mundiais de clubes”.

Ou seja, apenas são campeões do mundo os times da era de ouro da maracutaia na entidade, que teve vários dirigentes presos em 2015 num escândalo que compromete os últimos vinte anos de atividades da entidade (leia abaixo).

A FIFA afirma que reconhece o torneio vencido pelo Palmeiras nos anos 50 como o primeiro campeonato de clubes de dimensão mundial. Mas esclarece que são apenas aqueles que venceram o torneio a partir de 2000 (Corinthians) que são considerados pela entidade como oficialmente “campeões mundiais de clubes”.

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Diplomática, a Fifa não deixa de dar certo valor aos torneios que existiam antes de 2000. Mas nunca os tratando como competições ou títulos oficiais. “Em seu encontro em São Paulo no dia 7 de junho de 2014, o Comitê Executivo da Fifa concordou com o pedido apresentado pela CBF para reconhecer o torneio de 1951 entre os clubes da Europa e da América do Sul como a primeira competição de clubes de dimensão mundial, e o Palmeiras como seu vencedor”, disse.

“A Fifa reconhece e valoriza as iniciativas de estabelecer competições de clubes de dimensões mundiais ao longo da história”, disse a entidade. “Esse foi o caso de torneios envolvendo clubes europeus e sul-americanos, como a pioneira Copa Rio, jogada em 1951 e 1952, e a Copa Intercontinental”, afirmou.

Apesar dos elogios, a entidade esclarece que não pode conceder sua chancela de “oficial” a essas iniciativas. “Entretanto, não foi até 2000 que a Fifa organizou o estreante Mundial de Clubes da Fifa, com representantes de todas as seis confederações”, explicou. “Os vencedores dessa competição, que passou a ser organizada anualmente a partir de 2005, são aqueles considerados oficialmente pela Fifa como campeões mundiais de clubes”.

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Campeão em Corrupção

Sete dirigentes da Fifa, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marín, foram presos em Zurique, em maio de 2015, pela polícia suíça a pedido da justiça americana por causa de uma série de acusações de corrupção. Ao mesmo tempo, a justiça suíça teve como objetivo questionar dez dirigentes da entidade sobre suspeitas na escolha das sedes das Copas de 2018 e de 2022.

O Departamento de Justiça americano acusa duas gerações de dirigentes de futebol de embolsarem mais de US$ 150 milhões (quase R$ 470 milhões) em subornos e comissões desde 1991. Os termos usados pelo DOJ (Departament of Justice) foram fortes: corrupção desenfreada, sistemática e generalizada na Fifa e em diversos contratos da Concacaf e da Conmebol.

 

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