14 de março de 2019, 16h29

Filha de Glauber Rocha prepara série que resgata participação do pai na TV

Entre fevereiro de 1979 e julho de 1980, a TV Tupi manteve no ar o programa “Abertura”, que contava com a participação de Glauber, que completaria 80 anos nesta quinta-feira

Foto: Divulgação
A produtora e diretora Paloma Rocha, filha do diretor Glauber Rocha, lança em agosto deste ano, na Cine Brasil TV, a série “Antena da Raça”, que intercala as participações de Glauber na extinta TV Tupi e as gravações conduzidas pela equipe dela ao longo do ano passado. Entre fevereiro de 1979 e julho de 1980, a TV Tupi manteve no ar o programa “Abertura”, que contava com a participação de Glauber. O programa, que fazia alusão à abertura política pelo qual passava a política brasileira na época, tinha em Glauber o seu participante mais irreverente e provocador. Sempre com a camisa entreaberta e...

A produtora e diretora Paloma Rocha, filha do diretor Glauber Rocha, lança em agosto deste ano, na Cine Brasil TV, a série “Antena da Raça”, que intercala as participações de Glauber na extinta TV Tupi e as gravações conduzidas pela equipe dela ao longo do ano passado.

Entre fevereiro de 1979 e julho de 1980, a TV Tupi manteve no ar o programa “Abertura”, que contava com a participação de Glauber.

O programa, que fazia alusão à abertura política pelo qual passava a política brasileira na época, tinha em Glauber o seu participante mais irreverente e provocador. Sempre com a camisa entreaberta e a barba por fazer, o cineasta fazia seus quadros com um tom eloquente, entrevistando pessoas anônimas nas ruas.

Glauber dizia: “É preciso falar de cultura. O povo brasileiro é analfabeto, mesmo os intelectuais são analfabetos”. E ainda: “Nossa cultura é a macumba, não é a ópera”. Ou: “Por que a burguesia [brasileira] tem que ser cruel, desumana?”.

Dessa produção recente, há entrevistas com nomes como o diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa e o ex-ministro da Cultura Juca Ferreira, além, é claro, das participações de anônimos em rodoviárias, aldeias indígenas, assentamentos de sem-terra. Aparecem ainda manifestações favoráveis e contrárias a Lula às vésperas da prisão do ex-presidente.

Além da série, com 13 episódios, o projeto dará origem a um filme, codirigido por Luís Abramo, que deve ficar pronto em outubro para, daí em diante, percorrer festivais de cinema.

Com informações da Folha