07 de dezembro de 2018, 08h38

Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete mulher e duas filhas de PM citado pelo Coaf

De acordo com relatório do Coaf, o ex-assessor de Flávio teve movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em suas contas bancárias num período de doze meses

Foto: Facebook

A coluna de Lauro Jardim desta sexta-feira (7) informa que Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a mulher e as duas filhas de seu ex-assessor e policial militar Fabrício Queiroz. Uma das filhas do PM também trabalhou como assessora de Jair Bolsonaro  (PSL) na Câmara Federal, segundo informações de Fábio Serapião, no jornal O Estado de S.Paulo.

Conforme noticiado nesta quinta-feira (7), um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), aponta que Fabrício teve movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em suas contas bancárias num período de doze meses. Ele trabalhou até outubro com Flávio e, ao menos por enquanto, será nomeado no gabinete do senador eleito, após a posse.

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Uma das transações na conta de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Dentre eles constam como favorecidos a ex-secretária parlamentar e atual esposa de pessoa com foro por prerrogativa de função – Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, no valor de R$ 24 mil”, diz o documento do Coaf.

Fabrício começou a trabalhar no gabinete de Flávio em 28 de março de 2007 e ficou até outubro deste ano, quando pediu exoneração para tratar de sua aposentadoria.

Além de Fabrício, sua mulher, Márcia Aguiar (à esquerda na foto) e duas filhas, Nathália e Evelyn, também foram empregadas por Flávio Bolsonaro. Evelyn continua nomeada no gabinete.

Márcia exerceu cargo de consultora parlamentar entre 2 de março de 2007 a 1o de setembro de 2017, com salário de R$ 9.835,63.

Nathália foi nomeada no gabinete da vice-liderança do PP, de Flávio, em 20 de setembro de 2007, e ficou lá até 1o de fevereiro de 2011. Recebia R$ 6.490,35. Ela também trabalhou, até o mês passado, no gabinete do deputado federal e presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ela é citada em dois trechos do relatório.

O documento não deixa claro os valores individuais das transferências entre ela e seu pai, mas junto ao nome de Nathalia está o valor total de R$ 84 mil. A filha do PM foi nomeada em dezembro de 2016 para trabalhar como secretária parlamentar no gabinete de Bolsonaro na Câmara.

No gabinete de Flávio, Nathália ganhava até 11 de agosto de 2011 R$ 2.950,66 bruto, no Departamento Taquigráfico e Debates. De 12 de agosto de 2011 a 13 de dezembro de 2016, foi para a terceira empreitada, também sob o aval de Flávio. Tornou-se sua assessora parlamentar, em outro cargo, com valor de R$ 9.835,63.

A outra filha, Evelyn, foi nomeada em 13 de dezembro de 2016 assessora parlamentar de Flávio, no mesmo tipo de cargo que antes era ocupado pela irmã.

Flávio Bolsonaro afirmou que todas as nomeações foram publicadas em Diário Oficial e que “não há nada a esconder”.

“Na relação de confiança que tínhamos, ao longo do tempo ele pediu oportunidades de trabalho a seus familiares e eu atendi. São pessoas trabalhadoras, com uma grande rede de relacionamentos e que me trouxeram resultado político onde atuam, como Jacarepaguá, Osvaldo Cruz e São João de Meriti.”

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